Vandalismo X Educação

Têm pessoas que gostam de “vandalizar”! Isso é uma falsa demonstração de coragem e que custa caro, e todos nós pagamos o preço!


Luiz Higino Polito

Quando alguém “barbarizaquebrando postes de sinalização, pichando prédios públicos, destruindo telefones, queimando colchões e quebrando portas, computadores e tantas outras coisas em escolas e outros prédios públicos, devemos lembrar que isso é pago por todos nós!

Margaret Thatcher, que foi Primeira Ministra na Inglaterra, disse que “Não existe essa coisa de dinheiro público, existe o dinheiro dos pagadores de impostos”.

Vemos tristemente e com preocupação o desvirtuamento do legítimo direito de manifestação que todos nós temos, quando vemos a quebradeira de coisas públicas e as pichações.

Quando um ônibus de uma empresa pública é queimado, por exemplo, quem pagará por isso seremos todos nós, através dos impostos! E esse dinheiro que vai para o conserto dos estragos dos vândalos, vai fazer falta para os poderes públicos comprarem remédios e pagarem os profissionais da saúde, melhorarem a condição dos salários dos professores, tamparem os buracos das ruas, etc.

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Vandalizar é, no mínimo, ignorância ou falta de educação – e que custa caro!

Quando alguém reclama de que precisamos de mais hospitais públicos no país, deve perguntar a si mesmo se ele também está fazendo sua parte, pagando seus impostos corretamente, e não quebrando nem pichando nada que é público.

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Existe uma falta de compreensão enorme quando pensamos que a coisa pública pode ser usada de qualquer jeito ou quebrada, “porque é o governo que vai pagar“…Não, não é o governo que vai pagar. Somos nós, o povo todo, que pagaremos!

Quando algum de nós tem o privilégio de conhecer um país verdadeiramente desenvolvido, é fácil de perceber logo a diferença: ruas limpas, casas e prédios sem pichações, os cidadãos são prestativos e educados, prédios e locais de lazer públicos bem cuidados e sem lixo pelo chão, e tantas outras diferenças!

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Como age um cidadão consciente e educado?

  1. Não picha nada! Se for se manifestar pacificamente (o que faz parte da democracia) faz sem sujar nada, sem quebrar nada! Isso, além de perverter a ordem social, custa caro para cada um de nós!

  2. Procura conservar as áreas de lazer o melhor possível. Não joga papel ou latas pelo chão, não pisa na grama, respeita a sinalização do local.

  3. Não joga papéis ou latas de bebida pela janela do carro. Isso aumentará as despesas do poder público com a limpeza, e de novo, todos nós, o povo, é quem pagará.

  4. Ensina seus filhos a serem comportados em todos os lugares, nas escolas ou nas ruas, nos parquinhos de diversão e em qualquer lugar. A primeira e mais importante educação é aquela que chamamos de “educação que vem do berço“, ou seja, da própria família.

  5. Colabora sempre que possível para ajudar a manter limpos os hospitais, as escolas, e outros locais públicos. Alguns grupos humanitários, como por exemplo: “Mãos Que Ajudam”, de cunho religioso, dão um bom exemplo quando pintam e consertam escolas, carpem e varrem áreas públicas, e fazem muitos outros serviços humanitários. Certamente existem outras instituições que fazem isso voluntariamente.

Seguindo essas regrinhas simples, e procurando participar positivamente no benefício de nossas comunidades, estaremos cumprindo a lei, melhorando as coisas públicas que todos nós usamos, e economizando o dinheiro dos impostos e outros recursos públicos que nós mesmos pagamos, para que o poder público possa melhorar os investimentos na saúde, na educação e na segurança de todos nós.

Albert Camus, que foi um escritor, romancista e filósofo francês, nascido na Argélia, disse o seguinte:

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“Sem a cultura e a liberdade relativa que ela pressupõe, a sociedade, por mais perfeita que seja, não passa de uma selva”.

O pensador Otávio Conti também fala a respeito de vandalismo, quando diz:

“Esses baderneiros… são uns verdadeiros bichos, que aplicam vandalismo pelas ruas, edifícios, veículos etc. O mundo não se divide em pessoas boas e más. Todos temos Luz e Trevas dentro de nós. O que importa é o lado em que decidimos agir. Isso é o que realmente somos…”

Podemos escolher em que lado ficamos quanto ao vandalismo, e como alerta Eldridge Cleaver, “se você não é parte da solução, então é parte do problema”.

Todos lucram, quando temos ruas limpas e bem cuidadas, hospitais limpos e escolas sem pichações pelas paredes. Conseguimos isso quando melhoramos nossos atos e atitudes, partindo dos governantes e se estendendo por todos nós, do povo em geral.

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Luiz Higino Polito

Casado, pai de três filhos e avô de quatro netos, estudei oratória e didática. Gosto muito de escrever. Profissionalmente, sou músico e tenho um Sebo Virtual, onde vivo com minha esposa e cercado de livros!