Smartphones: Você é viciado?

Dicas de descobrir se alguém é viciado em smatphones e como se livrar deste vício.


Jen Savage

Pense em todas as coisas que você faz no seu smartphone em um dia: falando, enviando e-mail, escrevendo mensagens de texto, lendo notícias, assistindo shows, Tweeting, verificando Facebook, Pinterest, olhando os últimos resultados esportivos, e assim por diante. A maioria das pessoas passa no mínimo cinco horas por dia em seu dispositivo portátil. O uso excessivo do smartphone, por mais de oito horas por dia, muitas vezes é justificado com a desculpa de estar ligado e próximo a você. Mas se você diz repetidamente “Espere um segundo, eu tenho que verificar isso” (ou algo parecido) durante uma conversa, você pode ser um viciado em smartphone.

Você está percebendo os seguintes sintomas em si mesmo ou em alguém que você ama?

Aumento de tempo gasto em atividades de computador e internet.

Tentativas fracassadas de controlar o comportamento.

Aumento da sensação de euforia quando envolvidas em atividades de computador e internet.

Passa muito tempo fissurado no computador e na internet.

Negligencia amigos e familiares.

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Sente-se inquieto quando não está envolvido em atividades on-line.

Não é totalmente honesto com os outros.

A utilização do computador interfere no desempenho do trabalho e dos estudos.

Sente-se culpado, envergonhado, ansioso ou deprimido, como resultado do comportamento online.

Alterações nos padrões do sono.

Mudanças físicas, tais como o ganho ou perda de peso, dores nas costas, dores de cabeça ou síndrome do túnel do carpo.

Evita outras atividades prazerosas.

Se o sim foi a resposta de três ou mais dessas perguntas, os hábitos de uso de smartphones podem ser considerados excessivos. Respondendo sim a cinco ou mais questões pode ser vício.

O vício é o estado de estar escravizado a um hábito ou prática que é psicologicamente ou fisicamente formado e pode ser reconhecido quando o comportamento começa a causar prejuízo à vida cotidiana. Viciados, muitas vezes, sentem que podem e devem ser capazes de parar, mas os vícios residem no cérebro. Pesquise sobre “O Vício e o Cérebro” para aprender como o vício funciona.

Tyler Smith – diretor executivo da Liberty Springs, um programa de recuperação para viciados residenciais especializado em adolescentes com vícios ligados à internet – diz que um viciado em smartphones, muitas vezes, organiza a sua vida em função do comportamento. Isso é feito através de atividades pré-planejadas com o intuito de conseguir tempo para a utilização de smartphones ou continuação das atividades diárias normais, mas com um nível de qualidade muito mais baixo.

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Você não pode determinar se uma pessoa tem um vício apenas por falar com ela. Reconhecer um vício é admitir que alguém não está no controle, mas está sendo controlado, e as pessoas resistem a esse tipo de reconhecimento. Viciados podem se sentir ameaçados (resultando em negação), ressentidos e desconfiados. Smith recomenda que se fale com os adolescentes em espírito de amor. Envolver uma terceira pessoa, como um terapeuta também pode ser útil, pois cria um ambiente neutro e seguro, onde a família pode discutir livremente.

O uso exagerado dos smartphones é muito comum, no momento em que o vício é reconhecido, já pode ser tarde demais para um tratamento ambulatorial eficaz. No entanto, uma avaliação adequada ajudará a determinar se o tratamento ambulatorial pode ser uma opção viável. reSTART (Programa de Recuperação para Viciados na Internet) é um pioneiro no tratamento da dependência de internet para adultos. Muitos outros programas e centros de tratamentos estão adicionando tratamento de vício de internet nos seus serviços por causa da crescente demanda. Smith afirma que o objetivo final de qualquer programa de tratamento é superar o vício, incentivar o uso saudável e produtivo da tecnologia como uma boa ferramenta, redefinir o cérebro, reconstruir as relações familiares danificadas e reacender um entusiasmo para a vida real.

“Quando você podia parar, você não quis, e quando você quiser parar, você não poderá…” (Lucas Davies, “Candy”).

Traduzido e adaptado por

em,Jaguaraci N. Santos

_do original

, de_

Jen Savage.

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Jen Savage

Jen Savage trabalha com planejamento de eventos e é a chefe de seu lar.