Ser forte e defender o que você acredita

Há custos e bênçãos em sermos discípulos de Jesus Cristo, mas precisamos defender nossas crenças como Ele nos ensinou, mesmo que sejamos ridicularizados. Como fazer isso? Aqui a resposta.


C. A. Ayres

Hoje em dia, principalmente aqueles que se escondem atrás das máscaras que o mundo virtual nos permite, vemos pessoas usando esse privilégio para julgar, criticar, ridicularizar, debochar e condenar muitas vezes o que é de Deus. Somos taxados de machistas, feministas, intolerantes, atrasados, bobos e até mesmo idiotas manipulados, para falar em alguns dos adjetivos que ganhamos por professarmos nossa fé. Ao mesmo tempo, alguns não medem esforços para atacar sem o mínimo respeito às crenças, e mesmo as pessoas que acreditam ou vivem as leis de Deus.

Todos nós, mais cedo ou mais tarde, nos encontramos na posição de defender o que acreditamos. Nem sempre temos todas as respostas, mas precisamos de coragem, e ao mesmo tempo cortesia para que não nos encontremos no mesmo nível de nossos acusadores.

Se você já se sentiu marginalizado por acreditar em Deus, tentar seu melhor todos os dias para viver Seus mandamentos, viver de acordo com o que Jesus Cristo ensinou, sabendo que não é perfeito, mas aplicando Seus ensinamentos sobre arrependimento e perdão todos os dias, seja bem-vindo ao nosso time. Você não está sozinho.

Como responder aos ataques às suas crenças?

O Salvador Jesus Cristo foi rejeitado, cuspido, torturado, esbofeteado, debochado, julgado injustamente, ferido, açoitado, e pagou um preço doloroso por seu amor, caridade e longanimidade aos homens. Somos maiores do que Ele? Jamais. Sabemos que “a resposta branda desvia o furor”, e que perdemos o Espírito do Senhor se entrarmos numa discussão de egos com quem não está a fim de aprender, mas de vencer o debate apenas. “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”. Muitas vezes podemos apenas sair de perto no momento, viver nossa vida exemplificando o amor de Cristo, e servir mesmo aqueles que não nos são gratos, “amando nossos inimigos”.

Vale a pena assumir uma postura moral e corajosa na escola, trabalho e na vida em geral enquanto outros denigrem e ridicularizam uma vida dedicada a Deus?

Em Mateus 23:37-38, o próprio Jesus Cristo disse: “Jerusalém, Jerusalém”, clamou Jesus, “que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste! Eis que a vossa casa vai ficar-vos deserta”.

Jeffrey R. Holland respondeu a essa pergunta, dizendo: “Sim, vale a pena, porque a alternativa é ver nossas “casas” “desoladas”, pessoas desoladas, famílias desoladas, vizinhanças desoladas e nações desoladas. Portanto, esse é o fardo daqueles que foram chamados para transmitir a mensagem messiânica. Além de ensinar, incentivar e animar as pessoas (essa é a parte agradável do discipulado), de tempos em tempos esses mesmos mensageiros são conclamados a preocupar-se, a advertir e às vezes a apenas chorar (essa é a parte dolorosa do discipulado). Eles sabem muito bem que o caminho que conduz à terra prometida que “mana leite e mel” passa obrigatoriamente pelo Monte Sinai com todos os seus mandamentos.”

As leis de Deus x As leis dos homens

Hoje em dia muitas pessoas desprezam os mandamentos de Deus, pois querem que Ele se adapte as suas escolhas e estilo de vida. Muitas querem uma religião “confortável” e um “deus” bonzinho e tolerante, que não exija muito. Estes estão “criando Deus a sua própria imagem”, pregando que Jesus era o símbolo do amor e aceitava tudo. Racionalizam e criam suas próprias crenças para arrecadar adeptos e seguidores que devotam homens, não o Salvador. Certamente não leem as escrituras.

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Se muitos não acreditam nas leis de Deus, nem por isso elas deixam de existir ou de serem verdadeiras.

Foi Jesus Cristo quem disse: “Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei”. (João 15:12)

Para ter certeza que haviam entendido seu mandamento, Ele disse ainda: “Se me amais, guardai os meus mandamentos” e disse também “Qualquer (…) que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens será (…) o menor no reino dos céus”. (Mateus 5:19)

Podemos viver da Fonte de água viva e pura, e que nossa virtude possa fluir e abençoar os que nos cercam.

Se o amor for nosso lema, abandonaremos nossas transgressões e proclamaremos os mandamentos de Deus.__

Jesus Cristo nos deu o mandamento de “perdoar setenta vezes sete” e ao mesmo tempo “amar o pecador, mas não o pecado”. Nossa tolerância com todos os homens, mulheres e crianças, de todas as raças e religiões ou mesmo nenhuma é que respeitemos os filhos de Deus como tais, mas que exemplifiquemos o amor de Cristo em nossos atos e palavras.

O custo e as bênçãos do discipulado

Quando vivemos o Evangelho de Jesus Cristo com fidelidade, defendemos os valores familiares, fazemos o melhor para encaminharmos nossos filhos com fé no caminho do Senhor e tratamos todos os filhos de Deus com cortesia, caridade, compaixão, fazemos a nossa parte em defender Seus ensinamentos, e, mesmo que o mundo esteja contra nós, Ele estará ao nosso lado.

Nós precisamos defender nossas crenças. Não precisamos atacar as crenças que nos são diferentes, mas precisamos fortalecer nossa própria fé, vivendo profundamente os princípios cristãos que aprendemos em nossa vida e nosso lar, criando e ajudando nossa família a criar assim uma fé inabalável na Rocha que resistirá a toda ventania que a vida nos traz.

Foi Jesus Cristo quem sofreu mais do que qualquer um de nós pelas mesmas razões. Que possamos segui-Lo corajosamente, pois se edificarmos nossa vida e nossa família na Rocha que é Jesus Cristo, não cairemos. E no final, seremos vitoriosos, como Ele mesmo disse: “Tende bom ânimo, Eu venci o mundo!”.

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C. A. Ayres

C. A. Ayres é mãe, esposa, escritora e fotógrafa, pós-graduada em Jornalismo, Psicologia/Psicanálise. Visite seu website.