Outubro Rosa e a prevenção do câncer de mama

Já pensou em usar um lacinho rosa durante o mês de outubro? Um lembrete colorido que pode salvar vidas.


Michele Coronetti

Lugares importantes como o Cristo Redentor no Rio de Janeiro já receberam coloração rosa durante o mês de outubro. Tudo isso apenas para a conscientização e lembrança de exames que podem ser realizados por todos para evitar um câncer extremamente frequente em mulheres no Brasil e no mundo: o câncer de mama.

Diagnosticar a doença no início ajuda no tratamento e cura. A realização de um simples exame de mamografia, fornecido pelo SUS ou de forma particular, reduz o risco de morte e facilita o tratamento.

Alguns sinais e sintomas são comuns como descritos neste artigo. Observar e realizar os exames de acordo com orientação médica pode salvar vidas. Ajudar a promover o lembrete usando laço rosa, participando de caminhadas, orientando outras mulheres de convivência mútua torna a pessoa uma multiplicadora destas informações.

Segundo o INCA (instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva) a estimativa para novos casos da doença para 2016 no Brasil é de 57.960. O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum em mulheres no Brasil e no mundo depois do câncer de pele. Em 2013 houveram 14388 mortes decorridas da doença, 14206 de mulheres e 181 de homens. Apesar de ser muito mais raro, o câncer de mama também atinge o sexo masculino.

Estes índices infelizmente altos sugerem que a doença só é diagnosticada tardiamente na maioria dos pacientes acometidos, o que mostra claramente a necessidade de informação sobre os exames preventivos. O autoexame continua sendo importante para descobertas que podem ser levadas a um profissional que avaliará as condições e pedirá outros exames caso sejam necessários.

Alguns fatores de risco devem ser considerados referente à doença:

  • Histórico de câncer na família. Quando a mulher tem antecessores que desenvolveram câncer de mama ou ovário.

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  • Idade. Mulheres acima dos 50 anos são mais propensas à doença.

  • Menarca precoce. Meninas que tiveram sua primeira menstruação antes dos 12 anos correm risco maior.

  • Menopausa tardia. Mulheres que não pararam de menstruar depois dos 55 anos de idade também entram na lista de risco.

  • Idade da primeira gravidez. Mães que geraram filhos após os 30 anos.

  • Nuliparidade. Mulheres que não tiveram filhos.

  • Contraceptivos. O uso deste recurso aumenta a chance de desenvolver a doença.

  • Reposição hormonal. A mulher continua tomando hormônios femininos após a menopausa por tempo prolongado.

  • Sobrepeso e obesidade após a menopausa.

  • Exposição demasiada à radiação ionizante. Ocorre em exames de radiografia e em radioterapias.

  • Ingestão de bebidas alcoólicas após a menopausa.

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  • Tabagismo. Ainda em estudo, fumar tem sido apontado recentemente como fator de risco ao câncer de mama.

Para diminuir os riscos, estas sugestões podem ser observadas. A prevenção inclui boa alimentação, cuidados com a nutrição e prática de exercícios físicos. Ter amamentado os filhos também é considerado um fator de prevenção.

A lembrança do assunto não precisa ser restrita ao mês de outubro. Sempre é bom promover a boa saúde e prevenção de doenças, pois buscando uma alimentação adequada e praticando exercícios físicos várias doenças podem ser evitadas. A realização dos exames preventivos também não se restringe a um mês do ano, podendo ser feitos a qualquer época, seguindo as recomendações médicas.

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Michele Coronetti

Michele Coronetti é secretária, mãe de seis lindos filhos, gosta de cultura e pesquisas genealógicas.