Os perigos que um fake nas redes sociais oferece à família

Manter um perfil falso é tão perigoso quanto um filho aceitar a amizade de um fake.


Michele Coronetti

Com a tecnologia atual é possível comunicar-se com qualquer pessoa do mundo. Redes sociais facilitam muito para que isso ocorra. Mas nem a internet consegue se manter ilesa de pessoas mal-intencionadas e é preciso tomar cuidado para não cair em armadilhas.

Muitas pessoas criam perfis falsos por motivos variados, para poderem visualizar e interagir com pessoas que não o fariam em seus perfis verdadeiros, para evitar a exposição demasiada de sua própria pessoa ou para usar como meio enganoso. Seja qual for o motivo, a maioria dos sites proíbe e pune com a exclusão quando descobertos. Mas para que isso aconteça serão necessárias acusações de outros usuários.

Há também pessoas que criam perfis falsos com o nome de famosos ou pessoas falecidas. Acabam enganando muitas pessoas que acreditam se tratar do perfil apresentado e podem inclusive serem levadas a processos judiciais, pela utilização indevida de imagens.

Para quem tem filhos que utilizam redes sociais e se preocupa com a exposição que a internet oferece é importante acompanhar e sempre conversar. Alguns conselhos importantes para evitar aborrecimentos ou até problemas sérios incluem:

  1. Acompanhar os filhos em suas navegações, mesmo quando adolescentes, perguntando e dando uma investigada sempre com a permissão deles. Lembrando que para criar e-mails e perfis pessoais nas redes sociais a idade mínima geralmente é 13 anos, visando a proteção das crianças.

  2. Conversar com eles sobre o assunto, alertando que existem pessoas mal-intencionadas que se apresentam como pessoas boas e que podem prejudicar a eles. Falar sobre experiências pessoais com isso ou de outros jovens ajuda no entendimento.

  3. Orientar os filhos sobre usar apelidos em jogos on-line que interagem com outros jovens e nunca passar informações pessoais como endereço, número de telefone e especialmente as senhas é muito importante.

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  4. Crianças e adolescentes precisam ter rotina e estabelecer horários para interagir nas redes, conselho importante para manter a concentração nos estudos e equilibrar o tempo que eles têm para realizar todas as suas designações.

Para quem aprecia manter um perfil fake para seu próprio benefício, mesmo que não seja para maldades, apenas para fazer amizades de forma escondida do cônjuge ou pais, é sempre importante lembrar que:

  1. Ele pode ser descoberto e a desonestidade no relacionamento é um dos maiores causadores de divórcio. E mesmo que o cônjuge entenda que era apenas uma brincadeira ou fase de necessidade de aumentar a autoestima, a confiança será abalada e nunca mais será a mesma. Cobranças e perseguições poderão existir e será difícil para ambos.

  2. Criando um personagem falso a pessoa pode acabar fazendo coisas que não faria se fosse em seu perfil pessoal. Sua dignidade pode ser testada e a falsa impressão do anonimato causará um sentimento falso de poder. Mesmo que a pessoa nunca seja descoberta pelo perfil ou pelo que realizou sendo outra pessoa, sua consciência atrapalhará seu relacionamento com familiares, trabalho e amigos.

  3. O cônjuge pode descobrir ou desconfiar e bolar um plano para desmascarar, envolvendo familiares, colegas de trabalho e até amigos. Isso será realmente desconfortável e decepcionante para todos.

Diálogo aberto para proteção de todos, honestidade nas relações, cuidados com terceiros e incentivo em manter a personalidade própria e boa conduta, quando mantidos na família, ajudam todos a serem preservados dos ataques de pessoas mal-intencionadas ou de prejudicar os relacionamentos tentando ser alguém que não é na realidade.

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Michele Coronetti

Michele Coronetti é secretária, mãe de seis lindos filhos, gosta de cultura e pesquisas genealógicas.