Óleo animal, azeite ou óleo vegetal: qual é o melhor para a saúde?

As prateleiras do supermercado não vão lhe avisar nada além do preço, então como saber que gordura é a melhor (ou pior) para sua saúde?


Stael Ferreira Pedrosa

Alguns meses atrás uma nutricionista provocou polêmica ao afirmar em um programa de Televisão que o melhor óleo para a saúde era o canola e que o óleo de coco era inflamatório. Um absurdo que clama aos céus e chocou muitos profissionais de saúde. Descobriu-se mais tarde que a nutricionista trabalha para produtores de óleo canola.

Infelizmente, muitas das informações que recebemos vêm comprometidas por interesses financeiros e ou corporativistas. Por isso, o melhor é se informar em fontes mais isentas.

Por que precisamos ingerir gorduras?

Devido a tanto se falar em comida lixo (junk food) e os problemas de saúde causados pelas gorduras, muitos pensam que esse é um nutriente dispensável, o que não é verdade.

Nosso organismo precisa (e muito) que consumamos alguma quantidade de gordura. A vida seria impossível sem ela. Nossas células precisam dos ácidos graxos, sendo que os essenciais, nosso organismo não produz e precisamos recebê-los através da alimentação.

O que a gordura faz no organismo?

  • Regula a temperatura corporal

  • Dá energia para as atividades diárias

  • Protege os órgãos internos e melhora as defesas orgânicas

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  • Realça o sabor dos alimentos

  • São ácidos graxos como os ômegas 3, 6 e 9 que beneficiam a memória e outras funções cerebrais, promovem a saúde da pele, cabelos, ossos, metabolismo e sistema reprodutor.

  • Produção de hormônios, tais como estrogênio, testosterona e aldosterona

  • Condução das vitaminas lipossolúveis como A, D, E e K

O que evitar?

Assim como temos gorduras benéficas, temos aquelas que fazem mal, como as hidrogenadas (trans) e os óleos extraídos de sementes e grãos utilizando processos industriais que envolve solventes, altas temperaturas e pressão, o que faz com que o óleo processado fique escuro necessitando de outros processos químicos para clarear e refinar tais óleos que são vendidos como “virgem”. Ora, se o processo envolve calor, não é virgem.

Além disso, há os óleos extraídos de grãos transgênicos, como o de milho, soja e canola (não existe tal coisa chamada de canola – é uma sigla para Canadian oil low acid), que é extraído de uma flor (?) geneticamente modificada (transgênica), chamada colza. Dois terços desses óleos presentes na colza contém ácido erúcico, um ácido extremamente tóxico e com grande associação a problemas no coração (lesões fibróticas).

Sobre o óleo de soja, o nutrólogo Wilson Rondó Júnior diz que “a soja é altamente alergênica e promove a perda de determinados aminoácidos que são importantes, além de ser indutora do comprometimento da tireoide, que leva ao desenvolvimento do hipotireoidismo. Seu consumo também está ligado a alguns tipos de câncer”, alerta.

Gorduras animais

Também chamadas de saturadas, as gorduras animais são menos nocivas do que se pensava. Desde os anos 1950, os médicos recomendam trocar esta por óleos para evitar problemas cardíacos e conforme qualquer um pode ver, os problemas cardíacos não diminuíram, muito pelo contrário.

Segundo estudos publicados no livro da americana Nina Teicholz “The big fat surprise: why butter, meat and cheese belong in a healthy diet” (A grande surpresa: porque manteiga, carne e queijos pertencem à dieta saudável), as gorduras animais são boas para a saúde e não estão relacionadas a doenças cardíacas. Segundo esse artigo, as populações do Pacífico, por exemplo, retiram 60% de suas calorias da gordura saturada e têm índices ínfimos de problemas cardiovasculares. Destaque para as gorduras de peixes de águas frias.

Estão incluídas nesta categoria a banha de porco, de boi, dos peixes, a manteiga e os queijos gordurosos.

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Óleos vegetais

Azeite de Oliva

Óleo prensado a frio e, portanto, extravirgem, o azeite de oliva é uma das melhores opções em termos de gorduras vegetais. Procure comprar os que são vendidos em garrafas escuras, que tenham data de fabricação (quanto mais velho, maior a possibilidade de oxidação) e que informam serem extravirgem. Além disso, prefira os opacos, com resíduos de azeitonas flutuando no óleo (borra), esses possuem os flavonoides, as vitaminas e os antioxidantes que sua saúde pede.

Óleo de coco

Este é de longe o melhor óleo que existe para o ser humano consumir, principalmente o extravirgem. É saturado, mas não se acumula no organismo, pelo contrário, o fígado o usa para produzir energia. Além disso, é antimicrobiano, antibiótico, excelente fonte de vitamina E, combate a inflamação subclínica crônica, é emagrecedor, aumenta o nível de colesterol bom (HDL) e baixa o ruim (LDL). Ajuda no bom funcionamento da tireoide e muito mais. Veja tudo que o óleo de coco pode proporcionar aqui.

Óleo de linhaça é bom para emagrecer e diminuir a barriga. Já os óleos de abacate e de palma são ótimas opções para cozinhar.

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Stael Ferreira Pedrosa

Stael Ferreira Pedrosa é escritora free-lancer, tradutora, desenhista e artesã, ama literatura clássica brasileira e filmes de ficção científica. É mãe de dois filhos que ela considera serem a sua vida.