O psiquiatra que escreveu sobre a própria morte, e o ator que deixou uma mensagem para ser vista depois que ele morresse

Num livro impressionante e espantoso, David Servan-Schreiber relata os seus últimos meses de vida, após lutar muitos anos contra um câncer no cérebro. E Yul Brynner, que deixou um comercial sobre cigarros para ser veiculado...


Luiz Higino Polito

Numa reportagem de Giuliano Bergamo, da Revista Veja, intitulada “Receita para a boa morte”, é contada a impressionante história do autor do livro “Curar”, David Servan-Schreiber que, num outro livro, “Podemos dizer adeus mais uma vez”, narra os últimos meses de sua própria vida. Num relato que a revista francesa Paris Match chamou de “um manual de vida estarrecedor”, o livro “Podemos dizer adeus” é “uma lição emocionante de como morrer bem”, do médico que lutou vinte anos com um câncer e morreu aos 50 anos, em julho de 2011.

Livro Anticâncer, um best-seller

Antes de começar a escrever o livro sobre seus últimos meses de vida, David Servan-Schreiber, no ano 2000, escreveu o livro “Anticâncer”, que se tornou um best-seller. 2000 foi o ano em que ele teve uma forte recaída do câncer no cérebro que ele contraiu quando tinha somente 31 anos. Neste livro Anticâncer, o autor publica todas as suas pesquisas sobre como enfrentar o câncer, controlá-lo ou mesmo vencê-lo com o uso de meditação, Ioga, uso de ômega-3 e exercícios físicos, além do tratamento normal.

Último livro

“Ter a possibilidade de preparar a partida é, na verdade, um grande privilégio”, escreveu David, quando percebeu, em 2010, que se aproximava seu fim. Isso é muito raro alguém fazer, isto é, encarar a realidade da própria morte e escrever a respeito, porque quase ninguém consegue encarar a morte com naturalidade.

David, porém, foi honesto e não tentou mostrar-se heroico, apesar de sua coragem em escrever tal livro. Ele tinha muito medo da morte sim, e não escondeu isso. Apenas procurou ser corajoso, por mais medo que sentisse.

David tinha 3 filhos, dos quais teve chance de se despedir, e morreu na presença de sua mãe e de seus 3 irmãos.

Yul Brynner, outro que utilizou a própria morte para nos ensinar, alertando sobre o risco do fumo.

Famoso ator do passado, Yul Brynner ficou muito famoso por fazer o papel do faraó, no filme “Os Dez Mandamentos”, de 1956.

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Quando estava já em estado avançado de câncer no pulmão, devido ao cigarro, ele fez questão de falar sobre os riscos do fumo. Vejam o vídeo:

Aqui, o comercial em inglês:

Esses dois exemplos de homens corajosos, Yul Brynner e David Servan-Schreiber, nos mostram que é possível, mesmo se estando face a face com a morte, ainda se fazer alguma coisa que possa beneficiar os outros seres humanos que continuarão vivos.

Um exemplo de rara grandeza, realmente.

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Luiz Higino Polito

Casado, pai de três filhos e avô de quatro netos, estudei oratória e didática. Gosto muito de escrever. Profissionalmente, sou músico e tenho um Sebo Virtual, onde vivo com minha esposa e cercado de livros!