O mundo dá voltas: Colocando o preconceito de lado

Diga sim ao respeito e ? vida e conseguirá conviver com as diferenças dos outros.


Beth Proenca Bonilha

Preconceito “é um juízo pré-concebido, que se manifesta numa atitude discriminatória”. Isso é exatamente o que se vê no vídeo, os pássaros menores discriminam o pássaro maior e unem-se para expulsá-lo. Com o objetivo em mente, não percebem que a ação será uma consequência ruim para o próprio grupo.

O preconceito não é um sentimento normal e inofensivo, ou um direito para não aceitar o que é diferente a mim ou aos meus, pois esse sentimento normalmente gera uma atitude que pode chegar ao extremo da crueldade humana.

Foi o preconceito que fez com que surgisse o Holocausto, foi por preconceito que o Apartheid segregou o povo Africano.

Como combater o preconceito?

Não é fácil trabalhar o preconceito dentro de nós mesmos, quantas vezes nos pegamos pensando algo preconceituoso sobre uma pessoa a qual ainda não tivemos a oportunidade de conhecer ou somente por achá-la diferente. Porém, a maioria de nós não sai por aí gritando seus preconceitos ou atacando as pessoas, pois temos um limite que nos impede de fazer isso e acabamos deixando a diferença de lado. Esse limite é o bom senso.

Só que muitos não têm esse limite e se unem a outros que também não o tem, e aí o trabalho contra o preconceito é muito maior e frustrante, pois são pessoas e grupos que não aceitam que estão sendo preconceituosos. Acham-se no direito de expulsar o diferente de seu convívio, como fez o grupo de pássaros.

Colocando o preconceito de lado

Podemos falar muitas coisas sobre o assunto, fazer campanhas e vídeos que mostram os horrores que o preconceito promove no mundo. Isso pode indignar as pessoas que têm o limite do bom senso, mas os preconceituosos não. Eles esperam mesmo é ver seus feitos expostos para se sentirem realizados.

Portanto, a sugestão que desejo dar é a de fazer campanhas a favor, ensinar sobre o respeito e sobre a vida. Essa lição deve começar dentro de casa para as crianças e jovens. As escolas, o poder público, ONGs e instituições que lutam contra o preconceito devem canalizar suas forças em ensinar aos preconceituosos o verdadeiro significado do respeito e da vida.

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Ensinando respeito

Augusto Cury, psiquiatra e escritor, diz que: “Quem pensa nas consequências dos seus gestos sabe que as pessoas nos respeitam muito mais pelas imagens que construímos dentro delas do que pelas palavras que proferimos fora delas.”

Para aprender a respeitar os outros, a pessoa precisa ter conhecimento das consequências de seus atos, seja para quem está sendo discriminado ou para ela própria. As campanhas contra o preconceito terão muito mais efeito, quando focarem em ensinar como se deve agir diante do diferente, o que é respeito e bom senso. Não é preciso ser igual ao que lhe parece estranho ou diferente, mas é preciso ter o bom senso para saber que o contrário também pode ser um fato, e as consequências podem prejudicar a si próprio, como aconteceu com os pássaros pequenos.

Ensinando sobre a vida

A vida é uma dádiva, é sagrada, seja ela animal ou humana. Isso também deve ser ensinado nas casas, nas escolas e em campanhas. Infelizmente, até mesmo em desenhos animados e jogos de videogame, o que mais se vê são personagens lutando, emboscando, atacando, roubando e matando um ao outro.

Os pais deixam seus pequenos filhos serem alimentados por essa intolerância, achando que é algo inofensivo. Depois, querem que os filhos aprendam sobre respeito e tolerância. É incongruente na educação de uma criança os pais ensiná-la a orar a Deus, agradecendo pela sua vida e depois passar horas “matando” no videogame.

A vida é preciosa para qualquer ser vivo, se a pessoa conseguir valorizar sua própria vida, entenderá que o outro, o diferente deseja o mesmo, por isso merece ser respeitado e preservado. Assim como se deseja desesperadamente preservar a própria existência, o outro também deseja.

Diga sim ao respeito e à vida e conseguirá conviver com as diferenças dos outros.

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Beth Proenca Bonilha

Graduada em Administração de Empresas com MBA em Empreendedorismo. Casada mãe de 6 filhos, avó de 2 netos. Atua profissionalmente como Analista Instrutora da Educação Empreendedora no SEBRAE - SP. Como hobby gosta de artesanato, música e leitu