Este é o motivo por que seu filho se comporta pior na sua presença, segundo a ciência

A educação que ele recebe NÃO é um fator. O significado por trás disso é bem maior.


Michele Coronetti

Quem é mãe provavelmente já ouviu que a criança estava comportada e obediente durante o tempo todo, até ela chegar. Depois desse momento ela se tornou mais manhosa e até fez algumas coisas que sabia que não deveria fazer. Isso é normal e alguns estudiosos comprovaram que ocorre mesmo, segundo este artigo.

O Departamento de Psicologia de Washington revelou que as crianças podem se comportar pior quando em frente da mãe em 800%. Quando menores de 10 anos esse número sobe para 1600%.

O estudo foi realizado com 500 crianças e foram avaliados aspectos típicos da infância como choro, birra, gritos, tentativa de bater nos pais, regressões, além de outros. A observação dos pequenos revelou coisas como um bebê de 8 meses estar brincando tranquilamente e quando avista a mãe ele chora ou faz algo para chamar sua atenção. A chance de isso acontecer é de 99%. As mães já sabiam disso, pois já presenciaram cenas como essa diversas vezes em suas vidas de mãe.

Outra parte do estudo revelou algo que as mães também sentem na pele. Crianças têm 100% de chances de obedecer às ordens de alguém que não seja sua mãe. A fim de serem ouvidas e obedecidas, mães precisaram elevar o tom de voz ou falar de maneira mais séria enquanto outros parentes ou cuidadores precisaram falar apenas uma vez para obter sucesso.

Apesar de não trazer muitas novidades, além daquelas já percebidas pelas mães, o estudo explicou porque as crianças agem desta forma. A conexão dos pequenos com elas é muito grande e o vínculo é fortíssimo. Na busca em preservar estas coisas, a criança na maioria das vezes encontra nos meios que usa para chamar a atenção o conforto e a atenção que busca.

Quando são maiorzinhos, por volta dos 2 ou 3 anos, o confronto se torna intenso pois é com quem a criança tem maior vínculo que ela terá que romper para “crescer”. Isso é natural e faz parte do amadurecimento. E a pessoa de maior vínculo normalmente inclui a mãe. A personalidade da criança está em formação. A mãe será alvo de negações e imposições que a criança buscará infligir para obter crescimento pessoal.

É possível entender então que na maioria das vezes as birras e outros acessos infantis não tem muito a ver com a educação que a criança recebe, pois pode ser que ela esteja tentando impor sua personalidade em frente à sua mãe e por isso se comporta tão bem enquanto cuidada por outras pessoas.

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Para as mães que se sentem incomodadas com essas atitudes de seus filhos, a dica é relaxar sem deixar de cobrar a educação e nem de ser um bom e firme exemplo. A fase passará e mesmo que só acabe na vida adulta eles serão gratos por suas mães não haverem desistido ou abandonado e por terem continuado firmes no propósito de ajudar seus filhos a se tornarem pessoas maravilhosas.

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Michele Coronetti

Michele Coronetti é secretária, mãe de seis lindos filhos, gosta de cultura e pesquisas genealógicas.