Encontrando respostas para perguntas difíceis

Se estamos sinceramente buscando a verdade, precisamos dar o melhor de nós para encontrá-la. Buscá-la em fontes seguras é imprescindível.


Erika Strassburger

Quase diariamente temos importantes questões da vida para resolver, como as relacionadas à profissão, aos estudos, ao namoro, ao casamento, à criação dos filhos, às finanças pessoais, à fé. Em busca de soluções a essas questões, acabamos ficando física, emocional e mentalmente desgastados. “O que fazer?” “Será que estou fazendo o certo?” são preocupações que nos consomem.

Há um meio de saber se estamos no caminho certo? Sim, há! Não fomos abandonados nesta Terra a nossa própria mercê. Temos um Pai literal que nos conhece, nos ama e quer o melhor para nós. Ele está a par de tudo o que acontece conosco, tem acesso a todas as informações que precisamos e conhece os intentos do coração de cada um de nós. Por conhecer todas as coisas, passadas, presentes e futuras, Ele é o único capaz de mostrar-nos o melhor caminho.

Para estarmos capacitados para receber as respostas que tanto ansiamos, é imprescindível fazermos o seguinte:

Orar mais e com fé

Este artigo dá o passo a passo de uma oração eficiente.

Ler as escrituras sagradas com uma pergunta no coração

Muitas vezes, o Senhor usa as escrituras para responder a nossas orações. Mas elas não devem ser tratadas como essas revistinhas de cosméticos, que só abrimos na hora de fazer pedidos. Precisamos tornar a leitura das escrituras um hábito.

Ter uma fé ativa

Exercemos fé ativa no Senhor quando confiamos no Seu poder de nos ajudar e agimos segundo aquilo que acreditamos. Se creio, logo ajo.

Por exemplo, se tenho fé que logo estarei trabalhando, preciso empregar todos os meus esforços em busca de um trabalho. “A fé sem obras é morta.” (Tiago 2:26)

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Não deixar que a dúvida destrua nossa fé

Se cremos que Deus tem poder para responder a nossas orações e nos ajudar, então temos que orar confiando que isso vai acontecer. Não podemos permitir que a dúvida se instale em nosso coração. A dúvida é o oposto da fé.

Cultivar um coração humilde

Essa questão é importantíssima. Precisamos nos sujeitar à vontade de Deus, pois nem tudo o que desejamos é para o nosso bem ou é para acontecer naquele momento.

O Senhor sabe o que é melhor para nós e qual é o melhor momento para que as coisas aconteçam. Então, seremos humildes se, depois de pedirmos o que desejamos, finalizarmos com “Que seja feita sempre a Tua vontade!”.

Se, em vez disso, ficarmos insistentemente orando para que algo aconteça, sem desejar que a vontade de Deus esteja acima da nossa, estaremos tentando aconselhar o Senhor em vez de desejar receber Seus conselhos.

Ter um coração honesto

Marcos A. Aidukaitis disse: “Precisamos orar com fé e com um coração honesto. Mas isso não é tudo: precisamos também acreditar que receberemos a revelação. Precisamos confiar no Senhor e ter esperança em Suas promessas.”

Uma moça estava noiva de um rapaz muito atraente, com uma situação financeira muito boa, mas que não era fiel à sua fé. Como ela era muito firme em sua fé, queria um homem que estivesse espiritualmente à sua altura.

Ela aconselhou-se com o Senhor e sentiu que deveria romper com o rapaz. E o fez. Alguns anos depois, ela se casou com um bom homem, com quem formou uma linda família, todos fiéis ao Senhor. E o ex-noivo? Continua até hoje patinando espiritualmente.

Isso é ser honesto para com Deus. Se nos dispomos a orar em busca de uma resposta, precisamos estar dispostos também a agir conforme a orientação recebida.

Experimentar “a palavra” por nós mesmos, avaliando seus frutos

O Salvador disse acerca do que ensinava: “A minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou. Se alguém quiser fazer a vontade dele, pela mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus, ou se eu falo de mim mesmo.” (João 7:16-17) Em outras palavras, Ele desafiou as pessoas a colocarem em prática aquilo que Ele estava ensinando. Pelos resultados de aplicar em suas vidas, elas saberiam que realmente se tratava de uma doutrina vinda de Deus e não de um simples carpinteiro.

Esse conselho é fundamental em questões sobre fé. Por exemplo, se estamos indecisos quanto a seguir ou não determinados princípios, porque não temos certeza se vêm de Deus, devemos colocá-los em prática. É a melhor maneira de saber se são verdadeiros. Colheremos frutos daquilo que plantamos. Toda boa árvore produz bons frutos. Assim, pelos frutos saberemos se a árvore é boa ou não.

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Aprender a identificar outras fontes de revelação

Além das escrituras sagradas, o Senhor normalmente se comunica conosco através dos sentimentos, de pensamentos inspirados e de sonhos. Em algumas circunstâncias especiais, Ele pode inspirar outras pessoas a nos dizer aquilo que precisamos ouvir. Mas, geralmente, a comunicação é direta, entre nós e Ele.

A água pura é obtida direto da fonte

Ninguém vai receber as melhores informações sobre uma empresa visitando suas concorrentes. Nem vai aprender sobre uma religião, consultando seus dissidentes ou pessoas que pertencem a outras religiões. Precisamos ignorar as fontes duvidosas!

Da mesma maneira, é improdutivo navegar pelos lixos encontrados no mundo virtual. Assim como há muitos sites informativos e que elevam, há tantos outros, talvez até mais, sites, blogs, comunidades e grupos que têm missões bem perversas: atacar crenças e valores alheios, plantar dúvidas, denegrir o que é bom.

Você encontrará milhares de sites criados para atacar a fé, o casamento, a família, a pureza sexual ou qualquer princípio bom e reto. Eles fazem não só a iniquidade parecer algo aceitável e bom, como a retidão parecer cafonice, retrocesso e preconceito.

Assim com há um Deus no céu, há um inimigo de toda a retidão na terra, que usa todas as ferramentas possíveis para promover dúvidas e medo, para destruir a fé e a esperança.

Podemos encontrar as respostas que precisamos para as questões difíceis da vida quando vamos direto à fonte. A melhor fonte sempre será o Senhor. “E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus (…). Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando.” (Tiago1:5-6)

Precisamos aproveitar o privilégio que temos de receber orientação divina. Confiar na nossa própria sabedoria ou em “achismos” alheios pode acabar atrapalhando o nosso progresso mortal. E o que fazemos na mortalidade trará também consequências eternas.

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Erika Strassburger

Erika Strassburger mora no Rio Grande do Sul, tem bacharelado em Administração de Empresas, escreve e traduz artigos para o site Família, é cristã SUD, pintora amadora de telas a óleo e mãe de três lindos guris, o mais velho com Síndrome de Down.