Ele caminhava 34 quilômetros todos os dias, até que os que o viam transformaram sua vida

Uma história emocionante do que o amor ao próximo pode fazer. Conheça este homem, que ganhou o mundo com sua simplicidade.


Caroline Canazart

A persistência do norte-americano James Robertson, de 56 anos, é de deixar qualquer um de boca aberta. A história do homem comoveu os americanos e ganhou o mundo. Ele caminhava, há uma década, 34 quilômetros para ir trabalhar. Todos os dias eram 17 quilômetros para ir e mais 17 para voltar. A maratona começou quando seu carro quebrou e ele não teve dinheiro para consertá-lo.

O transporte público de Detroit, nos Estados Unidos, não chega até a empresa onde ele trabalha, então, mesmo utilizando ônibus, precisava fazer as longas caminhadas, debaixo do sol escaldante do verão e do frio e da neve do inverno, com temperaturas que podem chegar aos 45 positivos, mas também aos 30 graus negativos.

“Esse homem chega aqui andando todos esses quilômetros debaixo de neve e chuva. E vou dizer, tem gente a 10 minutos de distância que diz não poder chegar aqui na hora – besteira! Ele nunca faltou. Eu já vi ele chegar aqui pingando”, disse Todd Wilson, chefe de Robertson, ao jornal local que o tirou do anonimato.

Segundo Robertson, ele tem muitos amigos na empresa onde trabalha, ganhando 10,55 dólares por hora. Porém, todos moram muito longe, o que dificulta uma carona. Carona essa que só consegue com o bancário Blake Pollock, que se solidarizou com o homem depois de vê-lo seguidamente andando sob tempo ruim.

A história do americano ganhou o país e alguns lojas ofereceram um carro para ele. Além disso, um estudante de 19 anos, Evan Leedy, criou uma campanha no site GoFundMe para ajudá-lo a comprar um carro. Parece que deu certo, pois o valor doado, até fevereiro de 2015, já passava de 700 mil dólares.

Robertson já pode se considerar o sortudo do ano. Depois de dez anos caminhando de sol a sol, a sorte mudou e todo o esforço foi recompensado pois o carro ele já conseguiu.

A montadora Ford deu a ele um Ford Taurus 2015, que custa 35 mil dólares.

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“Escolhi esse carro, pois me lembro dos modelos da década de 80. Eles nunca foram carros chiques, mas como eu, sempre tiveram um coração forte dentro”, afirma o americano que passou tantos anos despercebido pelo mundo, mas que hoje, desfruta dos frutos do bom exemplo e do amor ao próximo.

_Imagens: Detroit Free Press

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Caroline Canazart

Caroline é uma jornalista catarinense que optou por ser mãe em tempo integral depois do nascimento dos filhos. Ama escrever e ainda acredita que pode mudar o mundo com isso.