Educar sem dizer o “não”

Pode parecer estranho, mas isso é possível. E não muito complicado. Veja.


Shana Padilha

É possível educar sem dizer não.

Utilizar a palavra não é tão natural quanto respirar. Se parar para contar quantas vezes essa palavra é utilizada no dia a dia analisaremos quantas oportunidades perdidas de contato maior foram perdidas.

Cada palavra não é uma negação. Uma negação de explicação. Pode parecer estranho esse assunto, pois já é natural usar essa palavra muitas vezes no dia, principalmente com as crianças.

Que a palavra não é uma negação já sabemos. Mas como repreender usando palavras positivas?

É isso que iremos abordar aqui. Para iniciar, quem irá necessitar trocar seu vocabulário e a maneira de pensar são os adultos.

Mudar toda a cultura a qual foram criados pode parecer um pouco complicado.

Tem uma frase que eu digo sempre: “Onde há um desejo, há um caminho”. Por isso, se você está lendo este artigo, é por estar com esse desejo de mudança.

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Parar de utilizar a palavra não pode nos fazer pensar: Então, o que usar? Iremos deixar as crianças se governarem e sem limites?

Não utilizar a palavra não força o adulto responsável pela criação da criança buscar uma explicação e automaticamente um contato maior com a criança. Levando a pensar no que irá explicar de acordo com a idade da criança e as chances do ato se repetir diminuir. Parece dar trabalho? Realmente o que vale a pena e melhor resultado dá trabalho sim.

Poderíamos trocar de lugar e pensar o que gostaríamos de ouvir: o NÃO ou uma explicação?

Poderia se perguntar: Por que o não? E buscar alternativas para substituí-lo.

O maior desafio será esse: a busca por explicação e desapego da palavra não.

É utilizada tanto a palavra não que a criança antes mesmo de aprender a falar já faz com a cabeça “não”.

“Filha, não mexa na geladeira”.

“Filha, saia da frente da geladeira. Você pode ficar gripada”.

Sei como é essa fase de transição. Parar de utilizar essa palavra chega a ser engraçado no início.

Outro exemplo:

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“Filho, não coma seu lanche no sofá”.

“Filho, come à mesa, pois seu lanche pode cair no sofá e sujar. A mesa é o lugar mais seguro.”

“Filho, não pega tua irmã no colo.”

“Filho, sei que você gosta muito da mana, então ao pegar a mana no colo vocês dois podem cair e se machucarem.”

Toda vez que utilizar esse ensinamento observará o quanto essa conversa aproximará seu filho e o conhecimento do certo e do errado realmente será adquirido.

Busque suas alternativas para essa substituição e avalie o retorno disso em sua família.

Para ter um retorno maior é necessário se familiarizar com esse novo método de que está sendo muito comentado de disciplina positiva.

O objetivo deste artigo é informar mais um método para ajudar na criação dos filhos, em nenhum momento é dar a fórmula. Filhos, cada um tem o seu. E bom mesmo seria se tivesse um manual para cada um, só que não funciona bem assim, ainda mais que em cada época existem novos desafios. Por isso, como pais, o maior número de informação amplia a visão.

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Shana Padilha

Cursando Licenciatura em Pedagogia. “A mente que se abre a uma nova ideia, jamais volta ao seu tamanho original. ” (Albert Einstein)