Deficientes físicos: Ensinando a educação inclusiva aos filhos

A participação dos pais no processo de educação de seus filhos é sempre necessária, principalmente para ensinar o respeito e aceitação das diferenças.


Beth Proenca Bonilha

Deficiência é o termo usado para definir a ausência ou a disfunção de uma estrutura psíquica, fisiológica ou anatômica. Diz respeito à atividade exercida pela biologia da pessoa. Esse conceito foi definido pela OMS – Organização Mundial da Saúde.

Há muitos tipos de deficiências como visual, intelectual, física, auditiva ou síndromes e doenças mentais. Qualquer delas limita as ações e até mesmo a convivência em sociedade.

Por muito tempo a deficiência foi tratada como tabu. Em muitos casos essas pessoas vivem segregadas da sociedade e até mesmo do convívio familiar.

Há algumas décadas as pessoas com deficiência começaram a ter mais atenção de governos e ONGs – Organizações não Governamentais, que começaram a criar leis e meios para a inclusão.

A ação de inclusão das pessoas com deficiência deve partir dos pais. Primeiro precisam obter conhecimento a respeito do assunto, para que as instruções a serem dadas aos filhos estejam de acordo com as especificações e normas que regem os direitos destas pessoas, evitando os mitos e culturas populares inadequadas.

O que saber e o que ensinar aos filhos sobre inclusão

Educação

um acordo foi celebrado em 25 de agosto de 2006 em Nova Iorque, por diversos estados, em uma convenção preliminar das Nações Unidas sobre os direitos da pessoa com deficiência, o qual realça, no artigo 24, a educação inclusiva como um direito de todos. Ensine seu filho que a inclusão não é somente obrigação da escola que recolhe em seu meio a pessoa com deficiência, mas o mais importante para elas é serem aceitas pelo grupo. E isso implica em deixar os preconceitos e ter disposição e boa vontade em ajudá-las a serem aceitas pelo grupo.

Acessibilidade

uma ação que foi fundamental, porém ainda tímida, é dar condições de acesso às pessoas com deficiência em prédios, ruas, salas de aula, banheiros públicos e outros locais para que a inclusão realmente aconteça. Ensine seu filho a respeitar estes acessos. Apesar da lei, ainda é comum vermos pessoas sem deficiência pararem em vagas para deficiente, ou estacionarem seus carros obstruindo a rampa de acesso às calçadas.

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Dificuldade com a aprendizagem

muitos tipos de deficiências dificultam a aprendizagem das pessoas, porém para que a inclusão aconteça, estas pessoas devem estar no meio da sociedade, e esta deve estar disposta a contribuir para que a inclusão seja positiva. Ensine seu filho que cada um deve fazer sua parte neste caso estando disposto a ajudar no que for possível, contribuindo na formação de grupos de trabalho escolar ou de estudos.

Acesso a lazer e cultura

as pessoas com deficiência também têm os mesmo direitos que quaisquer outras pessoas no lazer e na cultura. Ensine seu filho a respeitar esses direitos, sendo cordiais quando se depararem com uma situação, dando a preferência em filas e acentos, e mais, que sejam multiplicadores do conceito da inclusão.

Como ajudar uma pessoa com deficiência?

Ensine seu filho que nem sempre o que ele acha ser o melhor, mais confortável e seguro para uma pessoa com deficiência realmente o é.

Seu filho deve aprender a:

  1. Perguntar qual a melhor maneira de proceder se quiser ajudar alguém com deficiência.

  2. Não se ofender se a ajuda for recusada, pois nem sempre ela é necessária.

  3. Ter bom senso e naturalidade diante de uma pessoa com qualquer tipo de deficiência.

  4. Tratar as pessoas com deficiência de acordo com sua idade, não é porque uma pessoa é deficiente visual que deve ser tratada como uma criancinha. Portanto se for uma criança, a trate como criança, se for um adulto, trate como adulto. Considerando, nestes casos, as deficiências que retardam o desenvolvimento intelectual, causando diferenças grandes entre a idade cronológica, estatura e atitude mental.

A maior lição que os pais podem dar aos filhos sobre como agir com pessoas deficientes é sua própria ação, desde respeitar a vaga no estacionamento para deficientes até se propor a ajudar uma pessoa com deficiência quando solicitado, demonstrando que não tem preconceito ou receio em agir em prol desta causa.

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Beth Proenca Bonilha

Graduada em Administração de Empresas com MBA em Empreendedorismo. Casada mãe de 6 filhos, avó de 2 netos. Atua profissionalmente como Analista Instrutora da Educação Empreendedora no SEBRAE - SP. Como hobby gosta de artesanato, música e leitu