Crianças também podem ter colesterol alto; veja os alertas

As crianças têm os mesmos riscos cardiovasculares que adultos devido ao colesterol alto.


Michele Coronetti

Os riscos cardiovasculares que o colesterol elevado proporciona normalmente é associado a adultos. Infelizmente, os riscos estão presentes em crianças também, junção da genética recebida de seus pais e do estilo de vida nada salutar.

Crianças podem apresentar alterações dos níveis de colesterol ou triglicérides em exames de rotina. Essas alterações são associadas diretamente ao risco de infarto e de AVC (Acidente Vascular Cerebral). Ainda na infância, o organismo da criança pode começar a formar placas de gordura nas artérias e desencadear doenças cardiovasculares em um futuro próximo, diminuindo o tempo de vida.

A hipercolesterolemia familiar é uma doença que pode afetar crianças e pode ser de dois tipos: heterozigótica ou homozigótica. O primeiro tipo é o mais comum e pode atingir uma em cada 200 a 500 crianças. Os níveis de colesterol se tornam bem altos em torno de 350 a 550 mg/dl. Caso não seja tratado logo, essas crianças provavelmente desenvolverão alguma doença cardiovascular antes dos 50 anos.

O segundo tipo é mais raro e afeta 1 criança em 1 milhão em algumas localidades e em outras 1 em cada 30 mil. Crianças desse grupo provavelmente apresentarão alguma doença cardiovascular até os 20 anos e poderão ter outros problemas como lesões na pele pelo excesso de gordura que circula pelo organismo.

A indicação dos médicos é que as crianças com idade entre 9 e 11 anos já realizem exames para verificar a taxa de colesterol no sangue, mesmo sem terem apresentado quaisquer sinais adversos. Já em crianças com obesidade, problemas renais, problemas com doenças autoimunes, diabetes ou com histórico familiar de doença cardiovascular antes dos 50 anos, os mesmos exames devem ser realizados a partir dos 2 anos de idade.

Pediatras, ao perceberem as taxas elevadas, provavelmente encaminharão a criança para um especialista que ajudará a mudar hábitos e a conseguir controlar e reduzir o alto nível de colesterol. Mudanças no estilo de vida serão necessárias e, em último caso, medicamentos controladores deverão ser administrados.

Algumas das recomendações incluem:

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  • Aumento ou introdução de atividades físicas

  • Redução de alimentos processados

  • Redução de carnes gordurosas e outros alimentos com alto nível de gordura animal

  • Aumento da ingestão de frutas, legumes e verduras

  • Maior consumo de água

É importante que a criança consiga alterar seus hábitos para evitar problemas maiores em um futuro próximo. O exemplo dos pais ajudará a criança a prosseguir com as mudanças e aceitar que são necessárias e importantes.

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Michele Coronetti

Michele Coronetti é secretária, mãe de seis lindos filhos, gosta de cultura e pesquisas genealógicas.