Como vencer suas batalhas

Aprenda como aumentar sua força para lutar e vencer seus desafios pessoais.


Marilia de Andrade Conde Aguilar

Cada ano que começava, eu abria minha agenda nova cheia de planos, e dizia a mim mesma:

“Este ano vai ser diferente! Este ano eu realmente serei persistente na dieta, farei exercícios todos os dias, e irei pegar firme nos estudos. Neste ano eu serei melhor do que no ano passado!”

E mesmo com toda essa determinação, lá pra março (talvez até antes) começava a desistir de meus nobres objetivos, me vendo falhar mais uma vez.

Eu ficava tão frustrada porque sabia como fazer essas coisas. Talvez não conseguisse fazer tudo com perfeição, mas isso não é desculpa para deixar de tentar.

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Por algum motivo (que nem sei bem explicar), eu simplesmente parava de tentar, ou continuava fazendo as mesmas coisas, esperando resultados diferentes.

Me pergunto se foi assim que os discípulos se sentiram naquela noite em que foram pescar, logo após a morte de Jesus. Essa passagem é contada na Bíblia Sagrada, no Livro de João, capítulo 21.

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Tristes e ainda confusos com tudo o que havia acontecido, os discípulos se voltaram para o que já estavam acostumados a fazer – pescar. Eles sabiam bem como pescar, afinal tinham feito isso durante toda a vida. Mas naquela noite específica, após horas sentados em barcos de madeira, não apanharam nada.

A história toma um rumo interessante quando começa a amanhecer. Jesus se apresentou na praia (embora eles não O tenham reconhecido de imediato). Perguntou se eles tinham apanhado alguma coisa, e quando soube que não tinham, deu-lhes uma instrução simples: “Lançai a rede do lado direito do barco e achareis” (João 21:6).

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A Bíblia não menciona quais foram os pensamentos dos discípulos, mas imagino que talvez eles tenham ficado confusos e até um pouco irritados com esse conselho. Afinal, eles eram pescadores habilidosos e já deviam ter utilizado todas as técnicas que conheciam. Por que eles deveriam continuar tentando? Os peixes, obviamente, não estavam lá naquele dia!

Mesmo assim, eles jogaram as redes mais uma vez. Desta vez, por obediência a Jesus. Então, a Escritura nos diz que eles pegaram uma quantidade tão grande de peixes que não foram capazes de transportar em suas redes.

Sei que no fundo a bênção da pesca abundante foi insignificante em comparação a rever Jesus e testemunhar Seu poder agindo novamente na vida deles.

Essa passagem me encorajou a fazer uma pausa no início do ano e cheguei à conclusão que com minha própria força não sou capaz de muitas coisas. Então, antes de voltar àqueles velhos hábitos, eu precisava parar e buscar orientação e a ajuda de Deus.

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Todas as vezes em que reconheci que minha força natural não era suficiente, o amor e a força sobrenatural de Deus tornaram-se evidentes em minha vida.

Então, talvez (finalmente!) neste ano as coisas possam ser realmente diferentes. E podem ser diferentes não apenas nos grandes desafios, mas em todos os momentos, e até mesmo nas escolhas aparentemente insignificantes.

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Como os discípulos aprenderam naquela manhã, nós nunca estaremos longe do sucesso se permitirmos que Deus conduza nossas ações.

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Marilia de Andrade Conde Aguilar

Marilia Condé Aguilar é advogada, escritora, esposa e mãe. Adora pesquisar e está sempre em busca de soluções práticas para ajudá-la a equilibrar suas responsabilidades familiares e profissionais.