Como reagir quando seu filho é desrespeitoso

Em vez de deixar a raiva tomar conta e reagir batendo e xingando, você poderá seguir estes passos e ensinar lições valiosas a seu filho.


Nicole Schwarz

Este artigo foi publicado originalmente no blog de ​​Nicole Schwarz e republicado aqui com permissão. Traduzido e adaptado por Erika Strassburger.

O tempo de brincar acabou. É hora de voltar para casa. Você avisou que faltavam 5 minutos. Você espera que tudo corra bem.

De repente, acontece. Seu filho responde de maneira desrespeitosa: “Não, eu não quero ir! Você nunca me deixa fazer nada divertido!”

Você sente a raiva crescendo dentro de você e grita: “Como você ousa falar assim comigo?!”

Ele continua: “Você nem sequer mandou algo gostoso para o lanche de hoje! Você é a mãe mais malvada de todas!!!”

Agora, você está furiosa

“É isso aí! Sem TV por uma semana!”

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E o bate-boca continua. Você o arrasta para o carro, esperneando e gritando. Prometendo nunca mais deixá-lo brincar de novo.

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O desrespeito não é aceitável

A comunicação desrespeitosa é um problema para muitas crianças. Nós definitivamente precisamos ensinar nossos filhos a tratar os outros com bondade e respeito, e a comunicar sentimentos intensos sem serem desrespeitosos.

Infelizmente, não podemos ensiná-los a serem respeitosos no calor do momento.

Eu sei que você quer resolver tudo ali mesmo. Eu sei que você odeia ser desrespeitado. Mas, uma vez que seu filho esteja com raiva, a parte pensante do seu cérebro é desligada. Ele está em modo de sobrevivência, às vezes chamado de modo “fuga ou luta”.

Além disso, não podemos ensinar nossos filhos a serem respeitosos tratando-os com desrespeito.

Se o comportamento desrespeitoso de seu filho é um gatilho, seu cérebro entra em modo de sobrevivência também. Você não será capaz de pensar racionalmente. Suas reações serão repletas de raiva, grito, punição física ou você irá declinar e desistir.

Existe outra maneira de lidar com o desrespeito?

Leia:

Se você se sentir pressionado a bater ou gritar com seu filho no momento, gostaria de encorajá-lo a experimentar uma ou mais dessas 7 reações:

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1. Mantenha a calma

Isso parece impossível? Não é fácil manter a calma quando nossos filhos estão sendo rudes. Reagir com desrespeito transmite uma mensagem incorreta. Seja um bom modelo de autocontrole, respirando fundo, contando até 20 ou repetindo um mantra: “Essa não é uma emergência.”.

2. Decodifique o comportamento

Tente ver as coisas do ponto de vista da criança. Ele foi pego de surpresa? O que você está pedindo é inconveniente? Será que ele se sente impotente? A resposta dele é um reflexo do que ele está sentindo. Infelizmente, a essa altura, ele não consegue transmitir o que sente por palavras mais adequadas.

3. Use de empatia

Ajude seu filho a entender seus próprios sentimentos, oferecendo uma resposta empática: “Parece injusto que já temos que ir!” ou “Eu sei que é difícil ir embora quando você está se divertindo tanto!” Você não tem que concordar com o sentimento, significa apenas que você está tentando compreender o que ele sente.

4. Confira a hora

Algumas crianças são afetadas pela baixa de açúcar no sangue, fome ou sede. Outras são muito sensíveis à estimulação ambiental ou quando não dormem o suficiente. Faz tempo que seu filho não come? Ele poderia tomar um gole de água? Ou sair daquele ambiente barulhento? Faça a oferta de uma forma não ameaçadora: “Eu vou comer um biscoito, você gostaria de um também?”

5. Desacelere

É fácil manter-se arredio com o “trem desgovernado” da raiva, das palavras frustradas e das emoções. Em vez de saltar a bordo e rebater cada crítica ou reclamação de seu filho, tente colocar o pé no freio: “Uau! Quanta coisa você está falando! Eu gostaria de ouvir, mas você está falando rápido demais Vamos lá, acalme-se, para que eu consiga entender o que você está tentando dizer.”

6. Deixe para lá

Às vezes, é melhor não reagir, especialmente se você sabe que seu filho está com fome ou cansado e falando com o cérebro no “modo de sobrevivência” – ou se você não consegue evitar responder de forma sarcástica, irritada ou desrespeitosa. Você não tem que ignorar para sempre. Depois de todos estarem calmos, você pode falar sobre o que aconteceu e como fazer diferente da próxima vez.

7. Conecte

Se seu filho está se comportando mal, a última coisa que você quer fazer é lhe afagar. No entanto, para muitas crianças, a conexão é exatamente o que elas precisam! Se você consegue enxergar além do comportamento e ignorar todas as informações do “trem desgovernado”, você será capaz de ver que seu filho está sofrendo e precisa de apoio. Às vezes, um abraço é melhor que qualquer resposta verbal.

Ensine mais tarde

Esperar ou adiar sua resposta não significa que você seja um pai ou uma mãe passiva, ou que aprove o desrespeito. Significa que você está esperando até que seu cérebro, e o cérebro do seu filho, sejam capazes de receber informações, e vocês consigam ir em frente sem irritação, grosseria ou desrespeito.

  • Quando estiver pronto para falar, você pode começar com:

Parece que você estava chateado em ter que parar de brincar mais cedo. Que tal pensarmos em uma maneira diferente de você me dizer o que sente?”

  • Você também pode esclarecer algumas coisas que foram ditas: “Eu ouvi você dizer algo sobre seu lanche. Gostaria de falar sobre isso agora?”

  • Você também tem sentimentos! É correto expressá-los para que seu filho compreenda que as palavras dele o afetam. Tenha cuidado para não fazer acusações, mantenha o foco em como o que ele disse o atingiu. “Fiquei magoada quando você disse que eu era uma mãe malvada”

  • Se você perdeu a calma e, no calor do momento, disse palavras hostis, não há problema em admitir isso. Você não é perfeito, e é bom que seu filho veja que você também está tentando adquirir a habilidade de manter a calma.

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É o que acontece quando uma lição é ensinada. Cérebros calmos podem absorver informações. Podem processar e praticar novas habilidades. Seu filho pode aprender a gerir grandes sentimentos e responder com mais respeito da próxima vez.

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Nicole Schwarz

Nicole é formada em Terapia Familiar, tem três filhas e se considera mãe imperfeita.