Como fazer o seu lar ser mais feliz usando os ensinamentos do Sermão da Montanha

Como utilizar os ensinamentos do Sermão da Montanha para a nossa vida prática, em nossos lares e em todas as outras atividades do dia a dia?


Luiz Higino Polito

Na Bíblia, no Evangelho de Mateus, lemos que “Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos; e (Jesus), abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo: Mateus 5:1,2.

Este sermão, conhecido como “O Sermão da Montanha”, tem muitos ensinamentos excelentes que, se colocados em prática, serão muito úteis para todos nós. Um desses ensinamentos importantes é o de não julgarmos:

1. “Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós” (Mateus 7:1,2).

A interpretação é simples: da mesma maneira que julgarmos nossos parentes, amigos e desconhecidos, nós seremos julgados por eles.

Só para ilustrar essa questão de não julgar, vou contar o que aconteceu recentemente comigo, quando eu “julguei” uma postagem na rede social, onde tinha um teste sobre a língua portuguesa: A postagem tinha uma pergunta de múltipla escolha, e uma das opções era a frase “Ana tem 50 ovos”. Achei, erradamente, que a palavra “tem”, dessa frase, estava errada, sem o acento circunflexo, por se referir a algo plural. Ao comentar isso, fui gentilmente corrigido por uma professora, que explicou que o sujeito (Ana) estava no singular e que, portanto, a palavra “tem”, no caso, estava certa, sem acento… Eu achei que sabia muito, mas no fim, precisei ser humilde e aprendi com alguém que sabia mais do que eu. “Não julgueis”…

No lar

Imagine agora, a quantidade de julgamentos errados ou precipitados que fazemos em nosso lar, no dia a dia!

Quantas vezes criticamos nosso cônjuge sem sabermos realmente o que está acontecendo? E depois, (se formos humildes) veremos que nós estávamos errados. Por isso, devemos ser pacientes e tentarmos saber o que está acontecendo, ANTES de tomarmos uma posição e irmos falando (e julgando) sem pensar.

2. “Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia”

(Mateus 5:1).

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Alguém disse: “No afã de sermos justos, não esqueçamos de ser bondosos”. Numa vida a dois, e mais ainda, se forem somados os filhos, é necessário que haja bondade por parte dos pais para que o lar seja um lugar agradável e acolhedor.

Mas a misericórdia é mais do que a bondade: misericórdia inclui a compaixão e a piedade. E a Escritura novamente afirma que aquele que usa de misericórdia com os outros, será tratado também com misericórdia.

Compaixão e piedade são partes importantes daquele amor de que Paulo fala em I Coríntios 13, o verdadeiro amor, aquele amor que “nunca falha“. (Leia o capítulo todo de I Coríntios 13).

3. “Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus”

(Mateus 5:9).

Existem pessoas que são verdadeiros bombeiros e outras que são pessoas incendiárias. O “fogo”, aqui, são as palavras e as atitudes. Em vez de sermos “incendiários” com nossa língua e atitudes, para vermos o circo pegar fogo, melhor é atuarmos como “bombeiros”, pacificando nossos filhos e nosso cônjuge. “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira”(Provérbios 15:1). Não é fácil mantermos a calma quando estamos numa disputa, mas se mantivermos o controle, e colocarmos a paz no lar acima do fato de “termos razão” em tudo, conseguiremos ser pacificadores, o que trará um espírito de calma e de doce paz para dentro de nossa casa.

4. “… Vai reconciliar-te primeiro com teu irmão…”

(Mateus 5:24)

O perdão opera milagres. No lar, mais ainda!

Interessante é que, no versículo anterior, Jesus fala algo mais impressionante ainda, quando diz que se “(…)lembrar(mos) de que (nosso) irmão tem alguma coisa contra (nós)…”(Mateus 5:23),devemos buscar nosso irmão e conseguirmos uma reconciliação com ele.

Entendemos direito? Jesus nos fala para pedirmos desculpas, por exemplo, se nosso cônjuge ou nosso filho fizerem algo de ruim contra nós? Não são eles que deveriam nos pedir desculpas? Pois é, o segredo e a beleza (e a nobreza) será “tomarmos a iniciativa” quando alguém tem alguma coisa contra nós, e buscarmos a reconciliação.

Sem dúvida, os ensinamentos divinos do Sermão da Montanha poderão fazer muito bem para nossos casamentos, porque são ensinamentos do Alto, e requerem sacrifício de nossa parte, e os sacrifícios trazem as bênçãos do Céu para nosso lar.

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Experimente colocar tais ensinamentos em prática. Você não se arrependerá nunca por fazer isso.

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Luiz Higino Polito

Casado, pai de três filhos e avô de quatro netos, estudei oratória e didática. Gosto muito de escrever. Profissionalmente, sou músico e tenho um Sebo Virtual, onde vivo com minha esposa e cercado de livros!