Como encontrar força para persistir depois de uma tragédia

Oito dicas de como e onde encontrar a força necessária para recomeçar depois de momentos de adversidade.


Erika Strassburger

Temos vivido, presenciado ou assistido de longe, com muito pesar, tragédias que afetam dezenas, centenas e mesmo milhares de pessoas direta ou indiretamente. Incêndios, catástrofes naturais, chacinas, crimes bárbaros, são tragédias que chocam e amedrontam não só os parentes e amigos das vítimas, mas toda a população.

Para quem vivencia uma tragédia, a tristeza pode ser tamanha que parece insuperável. Mas não é o que parece inicialmente. Confúcio disse sabiamente: “Transportai um punhado de terra todos os dias e farás uma montanha.” É preciso dar tempo ao tempo, viver um dia após o outro, e não pensar que se a dor ainda não passou, ela não passará. É preciso paciência e persistência.

A força que precisamos para suportar, sem sucumbir, pode ser encontrada seguindo os seguintes conselhos:

1 – Viver o luto

O período de luto é importantíssimo no processo para a cicatrização da ferida. Ele é fundamental para preencher o vazio deixado pela perda.

2 – Ficar na companhia das pessoas queridas

Em algumas tragédias as pessoas ficam totalmente desoladas, pois perderam familiares, ou amigos, ou seus bens, ou mesmo o próprio lar. Nessas horas a compaixão predomina, por mais que nos sintamos sozinhos, é fácil encontrar ombros amigos.

3 – Buscar consolo espiritual

As pessoas religiosas sabem que o período de vida mortal é infinitamente pequeno comparado à eternidade. Sabem que este é o tempo para se prepararem para encontrar com Deus, para serem testadas, e provarem que podem ser fiéis mesmo em situações extremas. Sabem que há vida após a morte e que no dia da ressurreição os mortos voltarão à vida, as famílias poderão manter os mesmos vínculos que as unen na mortalidade.

Thomas S. Monson disse: “À s vezes, parece não haver luz no fim do túnel – nem aurora para quebrar a escuridão da madrugada. Sentimo-nos cercados pela dor de um coração partido, o desapontamento de sonhos desfeitos e o desespero de esperanças perdidas. (…) Estamos inclinados a ver os nossos próprios infortúnios através do prisma distorcido do pessimismo. Sentimo-nos abandonados, inconsoláveis, sozinhos. A todos os que estão desesperados, que eu possa oferecer a garantia de palavras do salmista: ‘O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã’ (Sl 30:5)”.

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Por meio da oração, da leitura das escrituras e da frequência à Igreja e ao templo, os que sofrem serão consolados, fortalecerão a sua fé, e poderão focalizar mais facilmente na eternidade.

4 – Ajuda profissional

Psicólogos e terapeutas podem ajudar as pessoas a passarem por todas as fases necessárias para superar o trauma e aprenderem a administrar a perda.

5 – Buscar inspiração em pessoas que são exemplos de superação

Ler histórias inspiradoras de superação e procurar conhecer pessoas que superaram infortúnios aparentemente intransponíveis ajudará as pessoas a encontrar esperança e coragem para continuar.

6 – Ser um exemplo de superação

Desejar ser um exemplo de superação que inspirará outros que estão na mesma situação pode ser um grande estímulo. “A provação vem, não só para testar o nosso valor, mas para aumentá-lo; o carvalho não é apenas testado, mas enrijecido pelas tempestades.Lettie Cowman.

7 – Tirar lições das tribulações

Por incrível que pareça podemos tirar grandes lições das adversidades. “Cada lágrima ensina-nos uma verdade.” Ugo Foscolo. Aprender com as tribulações é transformar o infortúnio em esperança.

8 – Ajudar a amenizar o sofrimento alheio

Ao ocuparem-se com o bem-estar do próximo, as pessoas desviam o foco de suas próprias aflições. Sentem-se bem por estarem sendo úteis, e acabarão sendo consoladas por saberem que seus problemas não estão no centro e não são os únicos.

A adversidade tem o efeito de atrair a força e as qualidades de um homem que as teria adormecido na sua ausência”, disse o filósofo grego Heródoto. É bem difícil enxergá-las, inicialmente, dessa maneira. Com o tempo, entretanto, veremos o quanto nos tornamos mais resistentes ao sofrimento, mais humanos e sensíveis às necessidades alheias, menos apegados aos bens materiais e às futilidades. “Não existe desespero tão absoluto quanto aquele que surge nos primeiros momentos de nosso primeiro grande sofrimento, quando não conhecemos ainda o que é ter sofrido e ser curado, ter se desesperado e recuperado a esperança.George Eliot.

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Erika Strassburger

Erika Strassburger mora no Rio Grande do Sul, tem bacharelado em Administração de Empresas, escreve e traduz artigos para o site Família, é cristã SUD, pintora amadora de telas a óleo e mãe de três lindos guris, o mais velho com Síndrome de Down.