Como descobrir a verdadeira personalidade de alguém

Não existe fórmula mágica para adivinhar a personalidade de alguém, mas estes 5 tipos de comportamentos podem dar pistas razoáveis.


Stael Ferreira Pedrosa

Não seria maravilhoso se houvesse algum truque infalível para descobrir a personalidade de uma pessoa numa rápida olhada? Por exemplo, pela cor dos olhos, ou pelo tom de voz. Entender a personalidade das pessoas é muito útil quando se trata de estabelecer relacionamentos em todos os âmbitos.

Infelizmente tal truque não existe. Mas alguns comportamentos podem nos dar pistas seguras da verdadeira personalidade das pessoas que nos cercam.

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Segundo Carl Jung, as pessoas costumam ser caracterizadas por duas dimensões opostas:

  • Extrovertido x Introvertido

  • Sensorial x Intuitivo

  • Pensativo x Sensitivo

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  • Perceptivo x julgador

Essas dimensões definem como as pessoas exteriorizam o que processam internamente. Como nos exemplos abaixo:

1. Tempo de resposta – Extrovertido x Introvertido

O tempo que uma pessoa leva para responder a uma questão diz muito sobre ela. Aqueles que respondem rapidamente como se a resposta estivesse na ponta da língua, costumam ser extrovertidos, já aqueles que pensam por alguns segundos antes de responder costumam ser introvertidos. Este é um dos motivos das empresas utilizarem dinâmicas de grupo com candidatos a empregos. Essa dinâmica ajuda a definir se uma pessoa é indicada para determinado cargo ou onde o empregado pode ser mais bem encaixado.

Para determinar se uma pessoa é intro ou extrovertida, faça uma pergunta e conte mentalmente até 10. O extrovertido responderá ou começará sua resposta antes de você chegar aos 10. Já o introvertido começará bem depois.

2. Inovadores ou conservadores – Sensoriais x Intuitivos

Sensoriais: Atêm-se aos fatos, gostam de aprender e resolver problemas de acordo com um padrão já conhecido e testado. Não apreciam ser surpreendidos, são detalhistas, vivem no presente e preferem as questões práticas da vida.

Intuitivos: São os inovadores, os que se arriscam em descobrir possibilidades, novidades. Preferem a pesquisa, a surpresa. Abstraem facilmente a mente e gostam de matemática e teorias. Vivem no futuro.

Não é muito difícil diferenciar um do outro. Basta pedir a uma pessoa para descrever um objeto, como por exemplo uma flor. O Sensorial dirá que é uma espécie vegetal, de pétalas coloridas, haste longa e usada como adorno. O intuitivo dirá que é aquilo que seu pai trazia para sua mãe no aniversário dela e que o perfume que elas emanavam ainda estão em suas narinas, bem como o sorriso de sua mãe, etc…

3. Atenciosos ou impessoais – Pensativo x Sensitivo

Aqueles que vivem preocupados em não magoar os outros, ou se vai saber dizer a coisa certa na hora certa, fazem parte do preocupado grupo dos sensitivos. O sensitivo tem acentuada empatia e resolve problemas ou encontra soluções para questões diárias, baseado nos conceitos de certo/errado, bom/mau. São geralmente simpáticos e gostam de ajudar os outros.

O Pensativo é governado pela razão e costuma ser direto, frio e impessoal no trato. O que não significa que sejam injustos ou maus. Suas decisões são guiadas pela análise lógica e baseados em metodologias. Dão nome aos bois e falam a verdade “na lata”. Mais ou menos como o Dr. Spock de Jornada nas Estrelas.

Para distinguir um do outro, basta perguntar algo como: Essa roupa me deixa gorda? Ou, esse corte de cabelo ficou bem em mim? O sensitivo vai tentar agradar e o pensativo vai dizer o que acha, independente se você vai gostar ou não.

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4. Decisões rápidas ou explorar possibilidades – Perceptivo x Julgador

O perceptivo não gosta de ficar limitado, ele gosta de tomar decisões avaliando todas as possibilidades primeiro. Sente-se restrito quando dentro de um plano já traçado sem a possibilidade de incorporar novas ideias ou experiências.

Já o julgador toma decisões rápidas e não gosta de hesitações. Gosta de ter um plano traçado e fica restrito a ele.

Para distinguir um do outro, convide-os para jantar e não sugira um lugar. O julgador vai decidir por um restaurante bom já conhecido e o perceptivo vai sugerir um ou dois lugares novos que gostaria de experimentar.

Devemos lembrar que esses são comportamentos observáveis, mas não definitivos. Algumas pessoas podem até misturar alguns desses tipos comportamentais. No entanto, perceber padrões deste ou aquele comportamento pode ajudar a interpretar e entender porque algumas pessoas agem diferentemente das outras e ver isso como algo normal.

5. O caráter ajuda a definir a personalidade

Existem alguns “guias” que eu particularmente considero esclarecedores. A máxima de Arthur Schopenhauer diz muito sobre o caráter de alguém e o caráter é a parte mais importante da personalidade:

“A compaixão pelos animais está intimamente ligada a bondade de caráter, e quem é cruel com os animais não pode ser um bom homem”.

E de Abigail Van Buren:

“O melhor indicador do caráter de uma pessoa é a) como ela trata as pessoas que não podem lhe trazer benefício algum, e b) como ela trata as pessoas que não podem revidar.”

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Se uma pessoa tem um bom caráter é bem mais fácil lidar com a sua personalidade, seja de qual tipo for.

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Stael Ferreira Pedrosa

Stael Ferreira Pedrosa é escritora free-lancer, tradutora, desenhista e artesã, ama literatura clássica brasileira e filmes de ficção científica. É mãe de dois filhos que ela considera serem a sua vida.