8 efeitos assustadores do excesso de aparelhos eletrônicos na juventude

O uso das tecnologias geram efeitos positivos sobre os jovens. Por outro lado, não podemos esquecer que os aspectos positivos não anulam os negativos. O seu uso indiscriminado traz consequências bem sérias.

Erika Strassburger

Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos com 500 jovens mostra o nível da dependência com relação aos aparelhos digitais. Praticamente todos eles carregam aparelhos eletrônicos consigo durante o dia, sendo que 38% deles não passam mais de 10 minutos sem checar algum deles. Para 73% deles, o estudo sem algum tipo de tecnologia é impossível hoje.

Há aqueles que defendem o uso cada vez mais precoce de aparelhos como computadores, tablets, smarphones, videogames, e outras parafernálias eletrônicas pelas crianças, evidenciando o fato de que eles auxiliam no desenvolvimento do raciocínio, de algumas habilidades motoras, da capacidade de solucionar problemas, na socialização para os mais tímidos, etc.

Realmente, não tem como negar alguns efeitos positivos que essas tecnologias proporcionam. Por outro lado, não podemos ignorar que seu uso indiscriminado traz consequências bem sérias, superando em número e intensidade as positivas, sendo a maioria delas relacionada à situação de dependência.

Segundo a “American Journal of Psychiatry“, a dependência de Internet, de jogos, e-mails ou conversas em bate papo, pode ser considerada como distúrbio mental. Já este site, publicou uma pesquisa realizada na China, onde é afirmado que viciados em internet sofrem alterações no cérebro parecidas às sofridas por usuários em álcool e drogas.

Os efeitos positivos foram brevemente mencionados. Veja, agora, com mais detalhes, quais os efeitos negativos dos aparelhos eletrônico nos jovens:

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1. Agressividade, irritabilidade, agitação

Normalmente os jovens apresentam estes sintomas quando são impedidos de usar seus aparelhos.

2. Isolamento

Eles deixam de relacionar-se na vida real e passam a valorizar relacionamentos virtuais, muitos dos quais, nunca sairão deste âmbito. Perderão ótimas oportunidades de se comunicar, trocar experiências e ter contato físico com a família e amigos, necessários para seu desenvolvimento social.

3. Alienação

É comum vê-los fugindo da realidade estressante e compensando, de maneira fictícia, essas carências por meio do uso, sem limites, dos aparelhos eletrônicos. Da mesma forma, quando estão noutro lugar e têm de executar uma tarefa que exige atenção, eles tendem a perder o foco facilmente.

4. Doenças físicas

Além de problemas de ordem psicológica, os jovens estão sujeitos a doenças relacionadas:

  • Ao ganho de peso, pois em vez de se movimentarem ou praticar esportes, ficam horas a fio sentados ou deitados;

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  • À imunidade baixa, graças a redução das horas de sono;

  • À má postura (que afeta a coluna, ligamentos e tendões);

  • À visão;

  • A fortes emoções: taquicardia, gastrite nervosa, entre outros.

5. Mascaramento de doenças sérias

Depressão, dificuldade de comunicação e socialização são algumas doenças que podem ser mascaradas pelo uso excessivo de tecnologias.

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6. Irresponsabilidade e perda do autrocontrole

Irresponsabilidade para com suas obrigações, como deixar de entregar um trabalho no prazo, por exemplo. Podem ser irresponsáveis em suas ações, como “desabafos” e exposição exagerada, com ocorre com frequência em redes sociais. Os jovens tornam-se irresponsáveis justamente porque perdem o autocontrole. Não conseguem desconectar; não conseguem “segurar-se” em seus desabafos; tornam-se consumistas, visto que sofrem constante bombardeio de ofertas; e por aí vai.

7. Redução do exercício intelectual e da capacidade de refletir

É só digitar uma dúvida num site de busca e encontram respostas instantâneas. Não precisam mais ler um livro inteiro e ponderar sobre o que leram. Não precisam calcular mentalmente, as calculadoras o fazem. Estão cada vez menos criativos. Isso acaba afetando diretamente no seu rendimento acadêmico.

8. Perda da compaixão e da sensibilidade

A falta de socialização faz com que os jovens fiquem mais frios. Eles podem envolver-se mais facilmente com o bullying (como agressores), podem não se chocarem mais ante à violência (pois estão acostumados a jogos em que precisam matar), passam a encarar o mundo como sendo violento por natureza.

Assim como os jovens, as crianças e adultos também estão sujeitos aos efeitos acima citados.

Não há necessidade (exceto em casos graves) de impedir que os jovens usem aparelhos eletrônicos. Cabe aos pais fazerem um monitoramento e estabelecerem regras claras que limitam o tempo de uso e delineiam o tipo de conteúdo que eles possam acessar.

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Impor limites contribui para que os jovens se tornem livres dos vícios causados pelos uso indiscriminado dos aparelhos eletrônicos, previne doenças psicológicas e físicas, que podem surgir quando as coisas fogem do controle, além de ajudá-los a sentirem a alegria que provém de desfrutar a vida real.

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Erika Strassburger

Erika Strassburger mora no Rio Grande do Sul, tem bacharelado em Administração de Empresas, escreve e traduz artigos para o site Família, é cristã SUD, pintora amadora de telas a óleo e mãe de três lindos guris, o mais velho com Síndrome de Down.