8 dicas para aprender a doar sabiamente

Veja como doar o que você não precisa mais e reúna a família para essa atividade. Juntos, vocês aprendem a enxergar as necessidades do outro e a ajudar quem necessita.


Fernanda Ferrari Trida

Esse tema cabe perfeitamente a mim, porque coleciono tanto experiências gratificantes quanto frustrantes com relação a doações. E tenho a certeza de que aprendi muito com todas elas. Então, aqui vão dicas para que você não erre na hora de doar e passe a contribuir sabiamente com aquele que necessita da sua ajuda.

1. Separe os itens que gostaria de doar

De tempos em tempos, nossos armários de roupas, baús de brinquedos de nossos filhos e prateleiras de livros precisam ser arrumados, pois adquirimos coisas novas e temos que abrir espaço para guardá-las. Em vez de pedir para sua mãe, sogra ou irmã um espacinho em sua casa para armazenar as coisas que você não usa mais, doe a quem precisa. Não guarde nada que deixou de ter função no último ano. As chances de precisar novamente do objeto são mínimas.

2. Doe somente os itens em que estejam em boas condições

Por mais necessitada que seja a pessoa, não dê a ela roupas rasgadas, brinquedos quebrados ou sapatos furados. Não é porque a pessoa não tem nada, que vai agradecer por receber algo deteriorado. Coloque-se no lugar dela e doe apenas coisas em boas condições. Isso faz diferença. Se você quer se livrar de algo que não serve para doação, leve a um posto de reciclagem.

3. Faça desse ato uma atividade em família

Minha filha de três aninhos já separa os brinquedos que não quer mais e me entrega para que sejam doados. Há crianças, porém, que não sabem desapegar facilmente de objetos. Isso não é culpa delas. Elas devem ter aprendido isso vendo as atitudes de seus pais com relação às coisas que possuem. Portanto, procure mostrar à família toda que é legal abrir espaço para novidades ao mesmo tempo em que vocês ajudam outras pessoas. Faça dessa atividade um momento de aprendizado para todos.

4. Pesquise sobre a instituição para a qual deseja doar

Se seus filhos têm brinquedos que não usam mais, você pode acompanhá-los a uma creche, por exemplo, e ajudá-los a doar. Assim, estará ensinando o valor das boas ações a eles. Se tem roupas ou livros, procure um lugar que precise deles e leve até lá ou peça para que venham retirar. Muitas instituições fazem esse serviço hoje em dia. Mas antes de realizar esses atos, pesquise sobre a idoneidade do lugar, visite o espaço e converse com os funcionários. Não faça nada sem conhecimento de causa, pois o destino que alguns lugares dão para as doeções é completamente diferente do que você imaginou.

5. E quando se tratar de uma pessoa física?

Existem muitos anjos que agem sozinhos recolhendo doações para ONGs ou mesmo para pessoas necessitadas que são suas conhecidas. Não doe nada sem ter a certeza de que essa pessoa está fazendo a boa ação para o local do qual está falando. Se tiver dúvidas, ligue para a ONG ou peça para ir junto fazer a doação.

6. Não doe dinheiro vivo (ele pode ser usado para outros fins)

Digo isso, pois recentemente aconteceu um revés comigo (talvez porque insisto em acreditar que todas as pessoas são boas): uma conhecida minha disse estar arrecadando alimentos ou dinheiro para certos animais abandonados. Comprei um pacote de ração e avisei a ela que a doação já se encontrava disponível. Quando ela percebeu que não era dinheiro que eu havia disponibilizado, desapareceu do mapa. Portanto, fica a dica: dinheiro em forma de produtos é a melhor maneira de doar.

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7. Mas nunca devemos dar dinheiro?

Existem ONGs de extrema confiança que pedem ajuda financeira, mas o fazem mediante cadastramento do doador e entrega de boletos. A maioria delas costuma prestar contas aos contribuintes, mesmo que de forma simples (sem mostrar toda a sua contabilidade). Essas são as instituições confiáveis para ajudarmos. Não use o sistema de depósito em conta corrente e não forneça o número do seu cartão de crédito a ninguém.

8. Vale a pena contribuir em campanhas de arrecadação

A mais conhecida delas talvez seja a de arrecadação de agasalhos feita por diversas prefeituras quando o tempo começa a esfriar. Mas existem outras tantas, como as que pedem alimentos não-perecíveis para famílias carentes. Acho muito bem-vindas. São tantas as pessoas que precisam de um único agasalho ou apenas um prato de comida. Se confiarmos em quem está promovendo a campanha, por que não ajudar?

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Fernanda Ferrari Trida

Fernanda Trida é jornalista, médica veterinária, dona de casa, esposa, mãe de Marcela, com três anos, e de João, com um ano de idade.