7 ideias para manter as crianças ocupadas de maneira eficaz e prazerosa durante o isolamento domiciliar

Se ficar em casa é inevitável, que seja pelo menos agradável.

Stael Ferreira Pedrosa

Todos estamos conscientes da necessidade de permanecer em casa durante o surto do novo coronavírus, portanto, nem é necessário bater nessa tecla já que é de conhecimento geral devido à divulgação ampla na mídia. Principalmente idosos e crianças devem permanecer sem contato com outras pessoas e lugares que podem estar infectados.

No entanto, manter a criançada em casa, pode ser um desafio já que elas têm muita energia e querem brincar,  movimentar-se e acabam por ficar muito inquietas. Antes que os pais enlouqueçam, é melhor achar atividades que possam entretê-las e fazê-las gastar energia. Mas, não exagere, deixe que curtam o tempo em casa também da maneira que mais lhes agrada. O essencial é o equilíbrio.

Aqui estão algumas ideias

1 Não mude a rotina básica

Horários para alimentar, para banho e para dormir devem permanecer. É bom manter uma agenda de estudos ou leitura, para que as crianças percebam que não é um período de recreação nem férias.

2 Incentive-os a se exercitarem

Estabeleça um horário para essa atividade para que não queiram que dure o dia todo. Coloque suas músicas favoritas e dancem, deixe-os dançar bastante (os pais também, afinal exercícios faz bem para todos), ou proponha brincadeiras em um espaço que o permita, tais como pular corda, brincar de roda, e se tiver um quintal grande, de bola, pique-esconde ou jardinagem, horta, etc. O importante é deixá-los suar.

3 Atividades culturais

Podem ser intercaladas com os exercícios ou em outro momento, dependendo da energia de seus filhos. Atividades como teatro, concurso de canto, sessão de fotos com fundo criativo, etc. Algumas excelentes ideias podem ser encontradas aqui.

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4 Atividades domésticas

É uma ótima oportunidade para ensinar as crianças a arrumarem seus quartos, fazer as camas, lavar e dobrar roupas, lavar a louça e até a cozinhar, dependendo da idade.

5 Escrever e-mails

Não se pode visitar os avós, mas podemos enviar-lhes doces mensagens através de e-mails, fotos, áudios, e até fazer videoconferência. Incentive as crianças a não se afastarem dos avós, tios e primos através desses recursos tecnológicos.

6 Manter a educação em dia

Não deixem que as crianças fiquem sem atividades que incentivem o intelecto. É fundamental manter a mente também afiada. Porém é preciso que esses horários de estudo não durem por muito tempo, já que crianças pequenas têm um tempo de atenção reduzido, no máximo 40 minutos. Se forem crianças acima dos 8 anos, pode ser 1 hora. Se houver crianças em várias faixas etárias, estudem um tema em conjunto.  É importante um ambiente livre de distrações e que favoreça atividades educacionais. Não deve ser algo forçado e o lúdico (brincadeiras) deve estar presente.

7 Unir a família

Uma atividade muito boa é juntar as crianças e contar histórias engraçadas sobre os antepassados, meu pai fazia isso conosco e adorávamos. Meus filhos também adoraram e espero que façam com seus filhos. É o momento perfeito também para fazer aquele álbum de fotos que a gente sempre adia. Falar sobre nossos avós e bisavós, seus nomes, como viviam, de onde eram, ou mesmo sobre o dia do nascimento de cada filho, como foi que escolheram seu nome, e tudo o mais que achar que deve partilhar. Isso criará memórias afetivas que permanecerão por toda a vida deles.

Manter a esperança

Sabemos que as notícias são assustadoras, mas não podemos perder a esperança de que tudo passará. Nossa atitude modelará o estado de espírito das nossas crianças. Se tivermos uma atitude de tristeza e desesperança, elas sentirão isso e se assustarão. Sejamos otimistas, cheios de fé e esperança, mas conscientes, mantendo sempre os devidos cuidados recomendados pelos órgãos de saúde. Aproveitemos esse período para nos aproximar do que é mais duradouro e tem mais valor em nossas vidas: nossa família.

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Stael Ferreira Pedrosa

Stael Ferreira Pedrosa é escritora free-lancer, tradutora, desenhista e artesã, ama literatura clássica brasileira e filmes de ficção científica. É mãe de dois filhos que ela considera serem a sua vida.