Sem as pernas e os braços, este rapaz, abandonado no Brasil quando era bebê, ARRASA em apresentação de dança nos Estados Unidos

Conheça a história de superação FANTÁSTICA desse garoto, abandonado pelos pais biológicos em um hospital no Brasil e adotado por uma família americana.

Erika Strassburger

Esta é uma daquelas histórias que nos fazem chorar do início ao fim

Gabe Adams nasceu 18 anos atrás no Brasil. Por ter nascido com uma doença rara – Síndrome de Hanhart – que, no caso dele, ocasionou a ausência completa dos 4 membros, ele foi rejeitado pelos pais biológicos e abandonado em um quarto de hospital, onde recebia atenção apenas ocasionalmente, quando alguma enfermeira ou auxiliar passava pelo quarto. As pessoas no hospital ficavam imaginando o futuro terrível que o menino teria.

A salvação viria de longe

Bem longe dali, na cidade de Kaysville, Utah, nos Estados Unidos, uma mãe de 10 filhos e grávida do 11º, Janelle Adam, hoje com 57 anos, ficou sabendo da história do garoto quando estava no supermercado e disse, por impulso, que queria aquele menino para ela.

Embora tenha dito aquilo sem pensar, a ideia simplesmente não lhe saiu da cabeça nas semanas seguintes. Então, ela orou para saber o que fazer. Ela disse: “Perguntei ao Pai Celestial se era isso que Ele queria que eu fizesse. Porque, se fosse, eu estava pronta”. E a resposta veio. Ela sentiu que essa era a sua missão.

Ela e o marido, Ron Adam (57 anos), que são mórmons, decidiram adotar o bebê. O pai descreveu-o como um garoto “cheio de determinação dentro de si”. Embora soubessem que deveriam adotar aquela criança, havia, compreensivelmente, algumas dúvidas que os preocupavam: “Como eu iria alimentá-lo? Como eu o vestiria? Como o ensinaríamos a andar?”, disse a mãe em entrevista à People no ano passado.

A jornada não foi fácil, como previsto. Várias adaptações foram necessárias, além de um esforço tremendo do menino e o estímulo da família. Mas o garoto conseguiu. Apendeu a andar, a subir escada, escalar cadeiras, nadar, alimentar-se, escrever, digitar e fazer praticamente tudo o que qualquer pessoa com os membros faz.

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As coisas, no entanto, seriam um pouco menos difíceis se ele pudesse usar a boca para segurar as coisas. Mas, sua síndrome afeta também sua língua e o maxilar. Por isso, ele precisa usar o queixo, o ombro e o pescoço para segurar objetos e executar os movimentos necessários para comer, escrever, digitar etc.

“Ele faz tudo sozinho”, disse uma de suas irmãs quando ele era menor, “é bem independente”. Embora seja muito ágil nos movimentos que executa, dá para ver que é necessária muita força muscular e equilíbrio corporal.

Um gosto especial pela dança

Quando tinha 12 anos, Gabe apresentou um número de dança com movimentos únicos em um show de talentos e foi aplaudido de pé. Seus pais não tinham ideia de que ele tinha estabelecido sua própria rotina de dança durante alguns meses para se preparar para a apresentação. Ele desenvolveu um gosto especial pela dança. Então, em 2015, ele decidiu juntar-se à equipe de dança da Davis High School, formada por 28 meninas.

Conhecendo a capacidade do rapaz de dançar, a professora de dança, Kim King, aceitou-o no time sem pensar duas vezes. Ela disse à People: “Ele é como qualquer outro adolescente, com as mesmas esperanças, desejos e sonhos. É maravilhoso que Gabe encontre alegria através das artes. Ele é articulado e maduro e nunca quis ser visto como o menino com limitações”.

“Durante a maior parte de sua vida, ele enfrentou grandes batalhas”, disse Janelle. “Levou um ano inteiro para aprender a andar, mas ele não desistiu. É o mesmo com a dança. Ele continuou tentando.”

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O dia da apresentação

Depois de muito ensaio, o resultado foi emocionante. Assista ao vídeo da apresentação:

“Eu sempre quis ser algo mais do que o garoto na cadeira de rodas. Sinto liberdade sempre que danço. Nada mais se aproxima disso”, disse Gabe.

Quem salvou quem nessa história

Ron confessa: “Nós pensamos que estávamos resgatando alguém e lhe dando uma vida melhor, mas, na verdade, foi exatamente o contrário. Ele nos resgatou e nos deu uma vida melhor. Tê-lo à nossa volta tem sido tão inspirador e motivador! Ele sempre se esforça para ser o melhor que consegue ser”.

O casal tem, ao todo, 14 filhos

Gabe sonha em se tornar designer de interiores ou conselheiro no futuro. E planeja continuar sua busca por um doce ritmo na vida. “Sempre que estou duvidando de mim mesmo, começo a dançar e me sinto melhor. Vou dar o meu melhor, não importa o que aconteça”.

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Erika Strassburger

Erika Strassburger mora no Rio Grande do Sul, tem bacharelado em Administração de Empresas, escreve e traduz artigos para o site Família, é cristã SUD, pintora amadora de telas a óleo e mãe de três lindos guris, o mais velho com Síndrome de Down.