A arte de saber encontrar alegria em meio aos problemas

Ser feliz é uma decisão. Não vem do que nos acontece, ou do que recebemos na vida. Felicidade vem da certeza de que Deus nos conhece, ama e está nos guiando.

Stael Ferreira Pedrosa

Jesus Cristo disse que devemos tornar-nos como crianças ou de modo nenhum entraremos no reino dos céus (Mateus 18:3). Quando penso sobre isso e tendo em mente que Ele quer somente nossa felicidade, então concluo que ser como uma criança nos fará pessoas mais felizes.

Quando observamos as crianças brincando em sua pureza e inocência, aprendemos direto da fonte o que é simplicidade e como alcançá-la. As crianças brigam entre si, mas não guardam rancor. Logo estão brincando juntas de novo, crianças conseguem se alegrar com coisas tão simples como brincar com uma latinha e uma vara ou pular em poças de água da chuva.

Ao crescer, vamos perdendo essa simplicidade e a felicidade se torna fugaz. Já não nos alegramos mais com uma vara e uma latinha, também não queremos estragar o penteado andando na chuva. E em vez de apreciarmos as gotas na pele e as brincadeiras nas poças, reclamamos e maldizemos os dias chuvosos. Nossos valores simples podem se perder em meio à consciência das dificuldades, aos deveres que se apresentam, ao querer possuir, ao desejo de encontrar alguém para partilhar a vida e os desafios que acompanham essas novas situações.

Todos têm problemas

Certa vez uma amiga disse algo que eu guardo comigo. “As pessoas reclamam por ter problemas, por ter que trabalhar para ganhar a vida e ter pouco divertimento, ora, nós não viemos a este mundo para nos divertirmos e sujar a terra. Viemos com um propósito e nosso objetivo deve ser descobrir esse propósito e fazer o melhor que pudermos. As diversões são apenas pontos brilhantes na vida como estrelas num céu escuro.”

Talvez pareça um pouco sombrio esse ponto de vista, mas eu creio ser sábio. Ter muitas expectativas pode ser imaturo e trazer frustração. O melhor é encarar a vida com seriedade para aquilo que deve ser feito e com leveza para aquilo que o mundo nos oferece de bom. Quando foi a última vez que você assistiu a um pôr do sol? Quando foi que saiu dos rumores da vida e ouviu um pássaro cantar em um galho ou as ondas do mar indo e vindo num dia de sol? As coisas simples que acontecem todos os dias são presentes diários de um Pai amoroso que conduzirá nossas vidas, se o permitirmos.

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Um líder religioso disse: “Tristeza, desilusão, desafios difíceis fazem parte da vida, não são a vida em si. Não quero minimizar a dificuldade de algumas dessas experiências. Elas podem durar muito tempo, mas não devemos permitir que se tornem o centro de tudo aquilo que fazemos.” Richard G. Scott

Independente do que nos acontece, a tragédia pode ser a nossa atitude e não o acontecimento em si.

Se ao perder um ente querido, por exemplo, a pessoa se enfurece e maldiz a Deus, ou procura vingança, a tragédia se instala. Se ao contrário, mesmo devastados pela dor, nos voltamos para Deus, aceitamos seus desígnios e somos gratos pelo tempo que passamos com aquele ser amado, enfrentaremos a dificuldade de maneira positiva e a venceremos mais rapidamente.

Quem neste momento está lendo esse texto e passando por dificuldades pode pensar: “Ah, falar é fácil, queria ver se você estivesse passando por isso que estou passando.” Realmente falar é fácil, fazer não é. Mas, voltar-se para Deus é a maneira de encontrar forças e alento para continuar a viver. Procurando ver as atitudes como sábias ou néscias, podemos classificá-las eminfantis,pureza, inocência e humildade, ou imaturas, raiva, rancor, ressentimento e ódio. Podemos e devemos ser como crianças, mas compreender como adultos e evitar atitudes imaturas.

Como saber se estou procurando encontrar a alegria ou a tragédia em meio aos problemas? Analise suas atitudes, elas são infantis ou imaturas?

Atitude infantil

  • Aceita as dificuldades como parte da vida e segue em frente com seus planos, sonhos e servindo alegremente aos outros.

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  • Alegra-se com as pequenas belezas da vida como a chuva batendo na janela ou o sol iluminando as gotas quando a chuva se vai.

  • Tem uma fé simples que Deus está no comando e confia em sua sabedoria.

  • Não guarda mágoas, rancores e tem facilidade em perdoar.

  • Não trama contra os outros, é simples e sempre pensa o melhor das pessoas.

  • Diz o que pensa, quando solicitada, direta e simplesmente e não finge ser o que não é.

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  • É sincera.

  • Sabe compartilhar o bem e alegrias, e suporta seus próprios fardos com esperança.

Atitude imatura

  • Sente-se injustiçada com as dificuldades e problemas.

  • Fecha-se em sofrimento e perde a esperança. Em alguns casos pode ser depressão, busque ajuda médica.

  • Cultiva a autopiedade e só vê o lado negro das provações.

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  • Não procura ver a beleza da vida e tem atitudes e palavras amargas.

  • Não aceita os desígnios de Deus e não procura sua ajuda.

  • Busca os prazeres e o consumismo como forma de autogratificação e compensação.

  • Usa os problemas como justificativa para atitudes injustas e erradas.

  • Não consegue ver o lado bom das pessoas e tem atitude defensiva.

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  • Não compartilha suas alegrias, mas divide com todos seus problemas e amarguras.

Ser feliz não é ter uma vida sem problemas. A felicidade é algo que temos dentro de nós, independente do que nos acontece. A atitude de felicidade é: “Estou triste neste momento, mas sou uma pessoa feliz”. Estar e ser são coisas diferentes. Conseguir esta felicidade é uma decisão individual, não vem dos acontecimentos. Decida-se a ser feliz e busque sua felicidade mesmo em meio aos problemas tornando-se o que Cristo disse: Uma criancinha. Cristo sabe como nos fazer feliz. Que nos voltemos a Ele como fonte de força e de felicidade.

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Stael Ferreira Pedrosa

Stael Ferreira Pedrosa é escritora free-lancer, tradutora, desenhista e artesã, ama literatura clássica brasileira e filmes de ficção científica. É mãe de dois filhos que ela considera serem a sua vida.