Pais compartilham as fotos tristes de sua filha morta para ajudar outras famílias com natimortos

O momento que deveria ser de pura alegria se tornou um difícil e triste acontecimento para a família Staley. E o que eles fizeram para lembrar da filha natimorta pode surpreender você.


Caroline Canazart

Como sobrepujar a dor da morte num momento que deveria ser de total felicidade? Qual a forma correta de viver um luto prematuro?

Essas questões podem surgir em nossa cabeça ao saber que um casal da Califórnia, nos Estados Unidos, fez uma sessão de fotos com a sua pequena filhinha que nasceu morta.

Emily e Richard Staley viveram uma gravidez normal, com visitas ao obstetra, ultrassons e cuidados, além da preparação para receber o segundo filho do casal.

Aos 8 meses de gravidez, Emily percebeu numa manhã que seu bebê não estava se mexendo no ventre como antes. Um ultrassom confirmou o triste diagnóstico: o coração da pequena Monroe não batia mais, após o sufocamento pelo cordão umbilical.

Os médicos então marcaram a cesariana para a manhã seguinte quando o marido de Emily, Richard, poderia estar ao seu lado.

A sessão de fotos foi iniciada junto com a triste cesariana. A fotógrafa Lindsey Natzic-Villatoro fez o trabalho sem cobrar nada e afirmou que apesar de estar acostumada a trabalhar com doentes terminais, foi um momento muito triste e que, normalmente, as famílias não querem compartilhar esse momentos, mas a Família Staley sim, para ajudar outras famílias passando pela mesma situação.

Segundo Lindsey, nem ela conseguiu segurar as lágrimas ao ver a pequena Monroe nascer, perfeita, porém, sem dar o tão esperado choro.

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Lindsey comenta: “Ela teve Monroe no mesmo hospital onde eu tive meu filho de 11 meses de idade. Duas das enfermeiras que ajudaram no meu parto, ajudaram no parto de Monroe Faith.”

Lindsey disse ainda: “As pessoas parecem classificar os pais que perdem um bebê antes de completar a gravidez como se eles não tivessem tido um filho. Eu acredito firmemente que você é uma mãe mesmo se uma gravidez não se completa. Você ainda é uma mãe mesmo seu seu filho não está vivendo.”

Para os pais, que têm um filho de 5 anos, as fotos são lembranças carinhosas da filha, carregada de amor e de uma forma que, para eles, a eternizaram como parte da família.

Lindsey espera que suas fotos, e o fato de Emily e Richard terem compartilhado sua história, possam trazer conforto às famílias e pais que perderam seus filhos através de uma gravidez interrompida, bebês ou maiores, mas que os amam para sempre.

E você, o que pensa sobre a homenagem?

_Imagens: Love song & Events Photography

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Caroline Canazart

Caroline é uma jornalista catarinense que optou por ser mãe em tempo integral depois do nascimento dos filhos. Ama escrever e ainda acredita que pode mudar o mundo com isso.