Os 2 financiamentos mais importantes da sua vida

Dívidas jamais devem ser contraídas por quem deseja ser livre. Afinal, a verdadeira liberdade é a independência e certamente é algo que está distante de quem carrega dívidas consigo.


Stael Ferreira Pedrosa

Não é minha intenção falar como um especialista financeiro (coisa que estou longe de ser) mas, tenho aprendido ao longo do tempo que dívidas só se deve fazer em casos muito especiais.

Algumas linhas de crédito, tais como os cartões são feitos para manter o usuário constantemente comprando e constantemente endividado. A pessoa sábia evitará ter e se tiver, usará com cautela, pois a dívida nunca dorme, nunca tira férias e os juros não têm misericórdia quer você fique doente ou perca o emprego, ele estará presente até que você quite a dívida.

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Porém, existem alguns bens que podem estar muito acima das posses das pessoas comuns e que vale a pena esforçar-se para consegui-los através de financiamentos ou linhas de crédito sempre com muito planejamento, pois essas dívidas podem durar longos anos. Por isso ainda mais toda a cautela é necessária. Mas, quais dívidas tão importantes são essas que, caso contraídas não significariam inconsequência financeira?

São elas:

1. A casa própria

Ninguém será totalmente livre e autossuficiente até que tenha um imóvel para chamar de seu. Esta é sem dúvida, uma dívida necessária e que deve ser encarada como um investimento. Diz o velho ditado: “Quem compra terra, não erra.” Às vezes, erra sim. E que erros seriam esses?

  • Comprar imóvel em local de risco

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  • Comprar imóvel sem todas as garantias legais

  • Não consultar a reputação de quem vende

  • Não consultar um advogado

  • Comprar um imóvel incompatível com sua renda

  • Não pesquisar antes

Se a pessoa que deseja adquirir um imóvel não se cercar de toda cautela, poderá transformar o sonho da casa própria em pesadelo.

A maioria dos compradores desconhece que anexado aos custos do imóvel existem as taxas e impostos que serão pagos pelo comprador, além dos registros obrigatórios. Para aqueles que compram imóveis ainda na planta (um grande risco, caso a empresa não seja idônea) irá incidir nos custos do comprador a Escritura e a variação do Índice Nacional de Custos da Construção (INCC).

Por isso, embora seja uma dívida aconselhável levando-se em conta a questão risco/benefício, todo cuidado é necessário. O financiamento deve ser no menor prazo possível dentro da capacidade financeira da família.

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2. Financiamento estudantil

Embora o Prouni tenha facilitado a vida de quem deseja cursar o ensino superior com tranquilidade, muitos alunos não conseguem a bolsa governamental ou precisam complementar o valor nas universidades particulares, cujos custos são altos. O custo do curso de medicina em uma faculdade particular, por exemplo, pode chegar em média a quatro mil reais a mensalidade. Uma alternativa é o FIES que pode ser alcançado por todos os que comprometerem a partir de 20% da renda familiar com mensalidades escolares (financiamento parcial). Se o comprometimento for acima de 60%, o financiamento pode ser total.

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O aluno só começará a pagar depois de formado e o estudante terá três vezes o período financiado de curso mais um ano para quitar a dívida. Além disso, se o curso escolhido for na área do ensino ou medicina, o profissional formado pode trabalhar na rede pública quitando assim o débito com o governo (1% ao mês trabalhado).

Alguns bancos fazem esse financiamento também, mas as taxas são mais altas do que as aplicadas nas instituições governamentais.

É bom lembrar que a faculdade escolhida deve ser participante do programa de financiamento e que o ensino à distância não está incluído no programa. Além disso, nem todo estudante é considerado apto a solicitar o FIES.

Veja aqui quem pode se candidatar a um financiamento governamental.

Faça um autoexame e veja sua condição financeira. Evitar as dívidas tanto quanto possível faz parte de uma maneira previdente de viver. Geralmente isso é conseguido simplesmente através de uma administração responsável dos recursos que a família/pessoa dispõe.

Essas duas dívidas, ainda que necessárias, devem estar dentro de suas posses. Faça um financiamento que lhe permita adquirir uma casa modesta e outro da mesma forma para os estudos dos familiares. Após isso, pague-as o mais rápido que puder a fim de se livrar de tal carga.

Lembre-se que viver de maneira sábia envolve guardar dinheiro para emergências ou tempos de desemprego, além de um estoque de alimentos e roupas. Assim o indivíduo ou família estará preparado para qualquer desafio financeiro que possa surgir. Terá um imóvel, formação acadêmica e maiores chances de viver em paz.

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Stael Ferreira Pedrosa

Stael Ferreira Pedrosa é escritora free-lancer, tradutora, desenhista e artesã, ama literatura clássica brasileira e filmes de ficção científica. É mãe de dois filhos que ela considera serem a sua vida.