Nutrição do bebê: Introdução dos alimentos sólidos

Este é o terceiro e último artigo da série que fala sobre o melhor modo de nutrir nossos bebês. Leia aqui sobre como e quando complementar a amamentação com papas e sucos.


Fernanda Ferrari Trida

Este é o terceiro e último artigo da série a relação entre alimentos de qualidade e desenvolvimento do bebê. Como você pôde perceber nos dois textos anteriores, bastaram alguns ajustes na alimentação da mamãe durante a gestação e a amamentação para que o bebê recebesse todos os nutrientes necessários durante seu crescimento intrauterino e a fase de aleitamento exclusivo.

Agora que chegou o momento de oferecer a ele sucos, papas de frutas, sopinhas e purês, tudo em seu devido tempo e na ordem em que o pediatra designar, como forma de complementar o aleitamento, a mamãe poderá usufruir dos inúmeros vegetais frescos e carnes de qualidade que há no mercado em vez de optar sempre pelos alimentos industrializados.

O Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria estabeleceram dez passos para uma alimentação saudável para bebês com menos de dois anos de idade que creio ser o resumo de tudo o que este artigo deseja passar às mamães leitoras. Vamos a eles:

  1. Até os seis meses de idade, dê somente leite materno, ou fórmula, ao seu bebê. Não ofereça água, chá ou qualquer outro alimento a ele. Neste período, seu intestino ainda não está maduro o suficiente para receber nada além do leite da mãe ou da fórmula industrializada que se assemelha a ele. Por isso, oferecer leite de vaca ou de cabra pode ser perigoso, por ter proteínas “estranhas” ao organismo do seu filho, causando-lhe alergias, diarreia, problemas de pele e respiratórios, além de colocar em risco seu crescimento.

  2. A partir dos seis meses, os alimentos sólidos devem ser introduzidos de forma gradual, mas o leite deve ser mantido até pelo menos os dois anos de idade.

  3. Também a partir dos seis meses, alimentos como tubérculos, carnes, legumes, frutas e verduras folhosas devem ser ofertados três vezes ao dia, se o bebê tem acesso a leite materno, e cinco vezes ao dia, se estiver desmamado.

  4. A alimentação complementar sólida deve obedecer a uma rotina, mas os horários não devem ser rígidos, pois a vontade da criança deve ser respeitada.

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  5. A alimentação complementar deve ser espessa desde o início e oferecida com colher. Comece com consistência pastosa (papas ou purês) até chegar à consistência comum ao restante da família, de forma gradativa e lenta.

  6. Ofereça à criança diferentes alimentos ao longo do dia. Uma alimentação variada é uma alimentação colorida. Se seu filho não aceitou determinado alimento naquela refeição, não se preocupe. Deixe passar um tempo e ofereça-o novamente até que ele aceite. Faça isso com todos os alimentos que forem recusados, com carinho e amor. Isso pode demorar apenas algumas refeições ou mesmo alguns meses.

  7. Estimule o consumo diário de verduras, frutas e legumes nas refeições.

  8. Guloseimas devem ser evitadas nos primeiros anos de vida e o sal deve ser usado com moderação.

  9. Cuide da higiene no preparo e manuseio dos alimentos, garanta seu armazenamento e sua conservação adequados.

  10. Estimule sempre a criança doente e convalescente a se alimentar, respeitando sua aceitação.

Para saber mais sobre como alimentar seu bebê com papas frescas e saudáveis, além de uma infinidade de outras dicas sobre como cuidar de nossos filhos, vale a pena ler Filhos – da gravidez aos 2 anos de idade – dos Pediatras da Sociedade Brasileira de Pediatria para os pais. Ed. Manole, 2010.

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Fernanda Ferrari Trida

Fernanda Trida é jornalista, médica veterinária, dona de casa, esposa, mãe de Marcela, com três anos, e de João, com um ano de idade.