Eu sou suficiente?

Para todas as mães e esposas que vira e mexe se perguntam: "Eu não sou uma dona de casa super asseada, ou espiritualmente sábia ou ainda uma mãe engraçada ou a esposa adorada, ou a amiga querida... meus títulos são o oposto". Será? LEIA e confira.


Rebekah Fox

Este artigo foi originalmente publicado por Rebekah Fox em Barren to Beautiful. Republicado aqui com permissão, traduzido e adaptado por Stael Pedrosa Metzger.

Esta semana o meu marido entrou pela porta depois de um longo dia de trabalho para encontrar: pratos empilhados na pia, roupas sem dobrar por toda a sala de estar, a carne para o jantar ainda em um bloco congelado, e eu… Parecendo a rainha dos desleixados. Ele é misericordioso. E me disse para tirar um cochilo. Eu obedeci imediatamente. (Regozijando-me interiormente). E enquanto eu durmo por 45 minutos, ele consegue limpar toda a casa… E cuida de nossa filha. (Façanha que fui claramente incapaz de realizar hoje. E em muitos outros dias).

Uma parte de mim se sente grata que a casa esteja limpa. Eu posso relaxar agora, certo? Mas a outra parte (a maior) de mim sente-se culpada e derrotada. Ele trabalhou o dia inteiro em seu próprio trabalho e, em seguida, volta para casa e faz o meu também. Não é para isso que eu fico em casa?

Todo dia eu tenho esse desejo de realizar algo. Mas a cada dia me sinto incapaz de realizar qualquer coisa. Eu tento limpar alguma coisa, mas eu não termino. Eu quero fazer um projeto em casa, tornar o meu espaço mais bonito, mas olho para todas essas fotos lindas no Pinterest como algo de outro mundo. Não é para mim. Saio para comprar alguma coisa, mas o que faço é vagar sem rumo por toda a loja. Não levo nada para casa. Eu tento escrever, mas minha pequena chora querendo a minha atenção quando me sento ao computador. Eu junto cupons de desconto e ainda assim vou além de nosso orçamento. Argh. No final do dia, não há nada que justifique as últimas nove horas de extenuante esforço. Fiz o quê?

Quando se sentir como “Eu não sou uma dona de casa super asseada, ou espiritualmente sábia ou ainda uma mãe engraçada ou a esposa adorada, uma Betty Crocker, ou a amiga querida… Quando não tenho nenhum desses títulos, e todos os opostos… Tenho que me perguntar: “Eu sou suficiente?”

Eu tenho que saber: “Eu sou suficiente?”

Eu coloco minha cabeça sobre a mesa da cozinha, bochecha contra a madeira, e choro. Eu quero que meus dias sejam de valor. Mas sinto que eles são todos sem êxito.

Enquanto eu estava deitada, congelada, ouvi um sussurro, sussurro da minha filha

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Querida mamãe,

Você se lembra das noites em que você chorou no chão do banheiro, no escuro? Quando os testes de gravidez foram jogados no lixo por serem negativos? Lembra-se de quando o meu quarto era apenas um quartinho de despejo? Um lugar para você e papai jogar o que não prestava? Lembra-se de como você desejava pentear meu cabelo com os dedos, me cantar canções de ninar e manter-me perto? Agora eu estou aqui.

Eu sou suficiente?

Quando os pratos se acumulam na pia, e sua calça jeans não se ajusta e os ingredientes do jantar ainda estão nas prateleiras do supermercado, porque seus dias estão cheios, cheios de mim. Sou digno de sua atenção? Sou uma realização?

Eu sou suficiente?

Você me manteve segura hoje mamãe, você me manteve viva. Você me manteve alimentada e descansada. Você brincou comigo, e me fez rir. Isso conta mamãe? Eu sou um de seus objetivos? Por simplesmente estarmos juntas? Mesmo que ninguém veja? Ou saiba?

Eu sou suficiente?

Diga-me mamãe, você acha que eu seria diferente? Você esperava que eu fosse diferente? Você me vê? Estou aqui mamãe, a resposta as suas chorosas orações. Mas agora que estou aqui, há algo mais que você quer para se sentir bem? Eu faço o seu dia contar como melhor mamãe?

Eu sou suficiente?

E, de repente, a voz muda. Meu coração dá um salto. O Espírito de Deus começa a sussurrar, tornando a mesa molhada sob o meu rosto parecer mais como o peito de Deus. E de repente eu sei que Ele está próximo.

Você se lembra quando eu disse: “O que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram?” (Mateus. 25:40) “E, se alguém der mesmo que seja apenas um copo de água fria a um destes pequeninos, porque ele é meu discípulo, eu asseguro que não perderá a sua recompensa?” (Mateus. 10:42) Você não os vê aqui, minha criança?

Todos estes dias que você fica em casa para servir a esta frágil menina, o que você realmente está fazendo é servir-me. O que você faz a ela, a mim o faz. Então me deixe perguntar-lhe:

Eu sou suficiente?

Qual é o meu valor para você? Nos lugares secretos, onde ninguém vê? Olhe mais fundo, minha querida.

Você pode encontrar-me neste lugar? No rosto dela? Em cada fralda, cada peça limpa e seca de roupas, nos copos de água, nas brincadeiras, em cada risada, cada lágrima, cada sussurro calmante em seu ouvido.

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Ao fazer isso, você veste a mim, me alimenta, ouve meu choro, acalma-me com a sua canção de ninar.

Se tudo que você faz é passar os seus dias, comigo…

Eu sou suficiente?

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