Como Disciplinar Efetivamente Seu Filho Sem Bater

Eles são apenas crianças, mas com uma grande capacidade de nos fazer perder o controle emocional.


Ivani Bastos Irineu

Eles são apenas crianças, mas com uma grande capacidade de nos fazer perder o controle emocional.

Qual a mãe que já não viu uma cena assim: Chegar em casa e ver brinquedos espalhados pela sala e paredes sujas? Suspeitos…? Sim. Aquele pirralhinho de 7 anos conhecido como seu filho. Mas você já não tinha falado, ensinado, explicado muitas vezes para que depois de brincar ele tinha que recolher os brinquedos? Sim, você disse, mas entrou num ouvido e… saiu no outro. Resultado: A mãe perde a paciência, pega o filho fortemente e o leva até a sala para ele “limpar” aquela bagunça ou mesmo já vem batendo nele até chegar à sala.

Os pais precisam entender que alguém de 7 anos não pode ter o poder para descontrolá-los ou insuflá-los a tanta raiva e mesmo violência. Aqui seguem 4 sugestões para melhorar esse controle.

Ausente-se estrategicamente

Imagine você dizendo para seu filho desligar a televisão e ir fazer suas tarefas escolares e ele simplesmente continua vendo a televisão. Normalmente, a sua reação será desligar a TV e dar-lhe um breve sermão. Ele então levanta, lhe desafia e liga a TV outra vez. O sangue ferve. Quem esse pirralho pensa que é…? E por aí vai. Calma. Sugiro que diga para ele que está tão magoada que vai sair da sala. Saia. Você não está dando o braço a torcer. O feito dessa ausência e o eco das palavras terá um efeito muito mais intenso e profundo naquele pequeno ser do que seu descontrole emocional poderia supor. Exercite.

Fale, mas evite a crítica direta

Quando se vai ralhar com o filho, nossa tendência é destilar toda a nossa fúria verbal. Aí mora um grande perigo. Geralmente, nós, pais, achamos que estamos tendo uma grande oportunidade para ensinar. Engano se agirmos com críticas, nesse momento. Não diga: “Você não presta porque fez isso”. Substitua por: “Estou desapontando com você”. Exprima o que você sente e não a sua opinião sobre ele. Os filhos tendem a ser mais colaborativos quando percebem o “mal” que causaram.

Fique no presente

Quando nos aborrecemos com um filho, uma de nossas tendências é resumir em segundos seus próximos 20 anos. Um pai recebe o boletim do filho e vai logo dizendo: “Como você tirou notas tão baixas assim? Você só estuda, não trabalha! Você só vai servir mesmo é para ser balconista de lanchonete ou gari!”. Não faça “previsões”. Atenha-se ao presente. Foque só no problema daquele momento.

Peça Desculpas

Pai ou mãe pedindo desculpas? Não é dar muita moral para a criança? Não, não é nada disso. Depois de passada a tempestade, reflita sobre a maneira como lidou com ela e, se concluir que perdeu as estribeiras, peça desculpas. Demonstre amor. Um dia, a vida dividirá vocês. Ele seguirá seu rumo. Então, que ele carregue seu amor.

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Estamos aprendendo a ser pais e mães e também podemos tirar notas baixas, mas assim como nossos filhos, podemos também recuperá-las.

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Ivani Bastos Irineu

Irineu dirige uma empresa de recursos humanos que presta serviços na área educacional para escolas e faculdades, em Curitiba/PR. Pratica corrida de rua, diariamente.