Bebê declarado morto acorda a caminho do funeral na Índia

'Quando abrimos o saco, encontramos o menino respirando. Fiquei chocado. Não podia acreditar no que via’, disse o avô da criança.

Erika Strassburger

Um caso recente ocorrido na Índia chamou atenção do mundo e deixou as autoridades em alerta naquele país.

Na manhã do dia 30 de novembro deste ano, uma mulher de 20 anos, grávida de gêmeos em uma gestação de alto risco, precisou se submeter a uma cesárea de emergência no sexto mês de gestação, depois de sofrer um sangramento. O procedimento foi realizado no Max Super Speciality Hospital, um hospital particular de Nova Déli. A menina nasceu sem vida e o menino foi declarado morto algumas horas depois.

A caminho do funeral, um susto

Os corpinhos foram entregues dentro de sacos plásticos à família para que providenciassem o funeral.

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Durante a viagem para Madhuban Chowk, onde seria realizada a cremação, segundo ritos tradicionais hindus, os familiares perceberam que um dos sacos se mexia. “Quando abrimos o saco, encontramos o menino respirando. Fiquei chocado. Não podia acreditar no que via”, disse o avô das crianças à CNN.

O menino foi imediatamente levado a outro hospital. “Não queremos levar nosso bebê ao hospital Max. Nós não confiamos nos médicos de lá. Eles nos traíram”, disse o avô.

O tio do menino, Deepak, contou à mídia local que os médicos disseram que o menino apresentava várias infecções por ter sido exposto ao ambiente e ter sido envolvido em plástico.

Ele ficou internado durante cinco dias, mas não resistiu, morrendo no dia 5 de dezembro, segundo o The Washington Post.

Fatalidade ou negligência?

Um inquérito foi aberto e a polícia de Nova Déli coletou registros hospitalares e vídeos para análise. Segundo a NDTV, uma das primeiras descobertas foi que os médicos não fizeram um eletrocardiograma para avaliar o coração do bebê. O procedimento consegue detectar pequenos impulsos elétricos emitidos pelo órgão.

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O hospital emitiu um comunicado: “Estamos abalados e preocupados com esse incidente raro. Estamos em constante contato com os pais, fornecendo todo o apoio necessário”.

Os médicos foram demitidos pela direção do hospital antes mesmo de saírem os resultados das investigações.

A indignação da família

“Queremos que o governo de Déli tome medidas rígidas contra as autoridades do hospital por negligência”, disse o avô do menino.

“Isso não devia acontecer a nenhuma outra família. Foi extremamente traumático para nós”, disse o tio do bebê.

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Erika Strassburger

Erika Strassburger mora no Rio Grande do Sul, tem bacharelado em Administração de Empresas, escreve e traduz artigos para o site Família, é cristã SUD, pintora amadora de telas a óleo e mãe de três lindos guris, o mais velho com Síndrome de Down.