Após seu filho de 7 meses morrer asfixiado no berço, esta mãe implora para que outros pais não cometam o mesmo erro
"Sinto muita culpa. Nunca serei capaz de me livrar da sensação de que havia algo mais que eu poderia ter feito para evitar sua morte".
Erika Strassburger
A família DeRosier, de Washington, nos Estados Unidos, passou por uma dor de dilacerar o coração na semana passada. Perderam tragicamente o bebê Sloan, que morreu asfixiado acidentalmente por um cobertor dentro do berço. A asfixia acidental é uma das causas da Síndrome da Morte Súbita Infantil (SMSI).
Muito corajosamente, Jordan DeRosier (30), a mãe do menino, usou o Facebook para contar o que aconteceu e deixar um alerta para todos os pais: “Por favor, não coloquem seus bebês no berço com um cobertor. Por favor!”Seu alerta viralizou rapidamente; e foi muito necessário, pois, segundo estudos feitos nos Estados Unidos, 55% dos bebês estão dormindo em situações que favorecem a morte súbita. Em 2010, houve mais de 2 mil mortes.
Surgiram especulações sobre a morte do bebê nas redes sociais
A mãe percebeu que havia pessoas atribuindo às vacinas que o bebê havia tomado a culpa por sua morte. Para desfazer qualquer equívoco, ela resolver abrir tudo o que aconteceu. “Não vou deixar ninguém colocar a culpa em algo que não causou isso”, disse ela.
Ela conta como tudo aconteceu
Segundo a People, no último dia 2, Jordan colocou seu bebê para dormir no berço com uma manta feita por sua bisavó e outra manta cinza que ele tinha desde que nasceu. A mãe relata que, de alguma forma, Sloan puxou o cobertor pelas grades e ele ficou enrolado em sua cabeça. Ela o encontrou pela manhã “gelado”, com pele roxa e os lábios azuis.
Em uma publicação que fez no Facebook no último dia 6 – que não está mais aberta ao público – ela contou, segundo a People: “Fui eu que encontrei o Sloan. Fui tirá-lo do berço às 9h48, abri a porta e notei que ele estava deitado de bruços com seu amado cobertor ao redor da cabeça. Eu o puxei, toquei suas costas e senti que ele estava gelado”. Ela, então, chamou o marido aos gritos, desesperada com a possiblidade de seu filho estar morto. O marido, Justin (32), ligou para a emergência e os paramédicos chegaram, mas não puderam fazer mais nada.
“Sinto muita culpa. O que eu poderia ter feito melhor? Eu poderia salvá-lo? Nunca serei capaz de me livrar da sensação de que havia algo mais que eu poderia ter feito para evitar sua morte”, desabafa a mãe.
Como as pessoas reagiram à sua publicação
Ela tem recebido milhares de mensagens de pais dizendo que, depois de lerem a sua história, tiraram o cobertor do berço.
Ela postou no Facebook: “Quando compartilhei a história de Sloan, era simplesmente para aumentar a conscientização e corrigir certas especulações. Eu queria poupar outros dessa dor, informando-lhes sobre a segurança do berço. NUNCA imaginei que a história de meus filhos se espalhasse pelo mundo. Não fazia a menor ideia de que poderia fazer diferença. (…) Fazer minhas palavras ecoar e ler as mensagens de apoio e de amor também foi terapêutico para mim”. Ela tem mais um filho, Rowan, de 3 anos.
Mas, alguns comentários cruéis lhe causaram ainda mais dor
Ela desabafou: “Infelizmente, cheguei a um ponto no meu processo de luto, em que eu não sinto mais a segurança em me abrir publicamente. Os últimos dois dias foram muito difíceis para mim emocionalmente, as visitas estão diminuindo, há períodos de tempo mais e mais longos em que somos deixados sozinhos com nossos pensamentos. Além disso, meu lugar para expressar minha dor e abrir meu coração – tem sido online… até agora. Mais e mais pessoas começaram a dizer coisas odiosas e que machucam. Comecei a receber mensagens e comentários que me deixaram fisicamente doente quando os li. É tão lamentável que as pessoas pensem que o sofrimento deve corresponder às suas diretrizes, que por meu filho ter morrido, não posso falar sobre ele.”
Infelizmente, não bastasse ter de conviver com um sentimento de culpa e tristeza inimagináveis, ela ainda tem que se deparar com comentários cruéis e desumanos de pessoas que se acham no direito de julgá-la. Por conta disso, ela decidiu, por enquanto, não publicar mais nada sobre o assunto aberto ao público, apenas para seus amigos verem.
Que essa história nos sirva de alerta
Embora ninguém esteja completamente livre de uma fatalidade, há coisas que podem e devem ser feitas para reduzir drasticamente as chances de que algo assim aconteça.
Para proteger seu bebê contra morte súbita por asfixia, os especialistas dão algumas recomendações importantes
-
O bebê deve dormir de barriga para cima, jamais de bruços.
-
Se o bebê tem refluxo, é preciso perguntar a um médico de sua confiança se a melhor posição é de lado, ou de barriga para cima com travesseiro ou colchão antirrefluxo. Ainda há divergência entre os médicos sobre a melhor posição neste caso.
-
O colchão do berço não pode ser muito macio (não pode afundar).
-
Evite coisas macias dentro do berço, como protetor de grades, travesseiro, cobertor, bichos de pelúcia; ou qualquer coisas que possa se enroscar no corpo do bebê, como cachecóis, lençóis mal encaixados, entre outros.
Advertisement
