A vendedora disse que ela escolheu a boneca errada e menina de 2 anos deu uma resposta fantástica

"Mas ela não se parece com você, temos outras bonecas na loja mais parecidas com você"


Stael Ferreira Pedrosa

Nick and I told Sophia that after 1 whole month of going poop on the potty, she could pick out a special prize at…

Posted by Brandi Benner on Friday, March 31, 2017

Sophia deixou suas fraldas e os pais quiseram recompensá-la por essa etapa em seu crescimento. A família que mora na Carolina do Norte, Estados Unidos, foi a uma loja de brinquedos e enquanto os pais se distraíam olhando as ofertas, a garotinha de 2 anos, após procurar por cerca de 20 minutos, encontrou o presente perfeito: uma boneca de lindos cabelos negros, jaleco de médica e estetoscópio.

Após a compra, Sophia, feliz com sua boneca – ela adora bonecas, é quase uma obsessão, disse a mãe – junto com seus pais, dirigiu-se ao caixa para pagar o presente. O que se passa em seguida traz uma lição sobre o que é ser como uma criança e ao mesmo tempo expõe os preconceitos velados da sociedade equivocada em que vivemos.

Sophia quer ser médica e a boneca que ela escolheu é médica. A história poderia terminar aqui e estaria perfeita, mas um detalhe fez toda a diferença: a boneca é negra. A atendente do caixa perguntou a Sophia se ela iria a alguma festa de aniversário ou presentear alguma amiga. Meio sem compreender, a mãe de Sophie, Brandi Benner, respondeu que a boneca era um presente para sua filha.

A atendente, perplexa, perguntou à pequena se ela estava certa de sua escolha, o diálogo que se segue é fantástico:

Sophia: “Sim, por favor”.

Atendente: “Mas ela não se parece com você, temos outras bonecas na loja mais parecidas com você”.

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Antes que a mãe, zangada com a atitude da atendente, pudesse dizer algo, Sophia respondeu com toda sua simplicidade e pureza:

“Sim, ela se parece comigo. Ela é médica, assim como eu. Eu sou uma garota bonita e ela também é. Você está vendo o lindo cabelo dela? E o seu estetoscópio?”

A reação da garota foi postada pela mãe no Facebook e já tinha mais de 180 mil compartilhamentos até a manhã desta terça-feira.

Ainda segundo a mãe de Sophia, o ocorrido só veio confirmar sua crença de que ninguém nasce com a ideia de que a cor da pele importa. Estes conceitos (e preconceitos) adquirimos com a vivência na família e na sociedade. Somos o reflexo de como a nossa sociedade vive e pensa.

O preconceito racial é um problema mundial

Desde o início da humanidade, um ser humano tende a pensar que é melhor que o outro baseando-se em conceitos irracionais. Por isso vemos, ao longo do tempo, as minorias sociais sendo discriminadas, segregadas, perseguidas e até mortas, por serem apenas o que são; sejam os negros, judeus, índios, os curdos, enfim, seja que povo ou minoria for, nunca existe uma razão racional para o racismo, apenas a diferença, pois numa sociedade baseada em estereótipos ser diferente é algo intolerado. Mas, por que isso acontece? O que leva o ser humano a ser racista? Segundo filósofos, o racismo aprende-se em meio à sociedade em que o sujeito se insere ou através de sua criação e educação transmitida pelos pais.

Tal preconceito está intimamente ligado à diferença entre diversos grupos sociais. O grupo maior e que tenha maiores recursos financeiros será considerado “melhor” que outros grupos. Com a globalização e a diversidade cultural as diferenças sociais se tornam evidentes, o que deveria aumentar a tolerância e levar as populações a questionarem-se o porquê do racismo, que é um conceito subjetivo onde não se encontram valores, sendo apenas algo imoral e desprezível.

Pais, educadores e formadores de opinião devem se unir e combater esse mal que nos impede de ser uma sociedade justa e igualitária, onde sejamos todos de uma única raça: a humana.

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Stael Ferreira Pedrosa

Stael Ferreira Pedrosa é escritora free-lancer, tradutora, desenhista e artesã, ama literatura clássica brasileira e filmes de ficção científica. É mãe de dois filhos que ela considera serem a sua vida.