A mulher deve mudar ou não o sobrenome após o casamento?

A decisão de acrescentar ou não o nome do noivo hoje em dia depende muito de cada mulher.


Shana Padilha

Hoje em dia mudar ou não o sobrenome após o casamento é uma decisão pessoal e não judicial.

A decisão de acrescentar ou não o nome do noivo depende muito de cada mulher. Hoje em dia muitas ainda acabam aderindo o nome da família do futuro marido, por uma questão cultural, não sabem o real significado ou até mesmo o motivo pelo qual as mulheres tinham esse costume no passado.

No passado não existia a decisão da troca do nome. Era obrigatória a troca por lei.

Existem várias versões sobre os motivos que levavam as mulheres a aderirem o sobrenome do seu marido naquela época.

Uma delas é que, tradicionalmente, a mulher aderia ao sobrenome da família do noivo por ser um ato de simbolismo de que iria pertencer àquela família, e que de agora em diante ela viveria da maneira e com os costumes dessa nova família.

Existe uma outra versão. E por também naquela época as mulheres não trabalharem fora de seus lares, recebendo um salário por seus serviços, não obtinham uma independência financeira, então algumas, por fim, acabavam presas a um relacionamento infeliz. E por esse motivo da nossa história, muitas mulheres hoje não têm o desejo de aderir ao sobrenome do seu futuro marido, pois também falavam que era um simbolismo para a sociedade que a mulher pertencia aquele marido.

Hoje tudo mudou, os motivos para aderir ou não ao sobrenome também mudaram.

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Existe também alguns relatos de mulheres que, por ter a sua independência financeira hoje e conhecendo essa parte relatada anteriormente, sobre o sentido de aderir ao sobrenome, não vê sentido nesse ato de simbolismo. Já que possuem sua independência e acham que aderir ao sobrenome do marido acaba perdendo o sentido.

Já outras não aderem ao sobrenome, pois será necessário trocar todos os documentospara o nome de casada, gerando um certo transtorno. Levando em consideração o tempo e o custo para atualizar vários documentos como por exemplo: RG – Registro Geral, CPF – Cadastro de Pessoa física, CNH – Carteira Nacional de Habilitação, Título de Eleitor, Passaporte e outros. Então, pela praticidade, ficam com o nome de solteira mesmo sendo casada.

Outras já têm o seu sobrenome como uma marca no ramo profissional e mudar isso também fica difícil, muitas pessoas já a conhecem com o nome de solteira.

É uma decisão que deve ser decidida pelo casal, principalmente pela mulher. E o ato de incluir ou não o nome dele não altera em nada o sentimento verdadeiro de amor que ela tem. Essa decisão não deve ser questionada por outras pessoas.

Lembre-se de respeitar as escolhas do nosso próximo.

Existem também aquelas mulheres que não gostam do seu sobrenome, e optam pela alteração.

E outras mais tradicionais, que querem sim, usar o sobrenome do marido. E não estão se importando com as alterações que farão depois.

E hoje o mesmo vale para o homem, se ele desejar, ele também pode optar por adicionar o nome da esposa.

Então, fica claro que mesmo acrescentando ou não o nome é necessário informar a cada órgão a alteração do seu estado civil.

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Shana Padilha

Cursando Licenciatura em Pedagogia. “A mente que se abre a uma nova ideia, jamais volta ao seu tamanho original. ” (Albert Einstein)