A caridade nunca falha: 4 meios para amar a todos mesmo aqueles que falharam conosco

A caridade é algo que todos precisamos ter para vencer na vida. Ela é necessária para colocarmos de lado tudo o que não nos eleva ou nos faz melhor.


Beth Proenca Bonilha

Vivemos tempos difíceis onde o ódio, o mal, a inveja e a ganância parecem ser os únicos sentimentos que conduzem as escolhas dos homens. Mas sabemos também que é necessário viver a paz e o amor que Jesus ensinou enquanto esteve na terra.

Na Bíblia são inúmeras passagens mostrando o que devemos fazer para viver a paz ao invés da guerra; o amor ao invés do ódio; a caridade ao invés da ganância.

  • (Mateus 22:39) “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.

  • (Lucas 6:27–28) “Mas a vós, que isto ouvis, digo: Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam; bendizei os que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam”.

  • (Lucas 23:34) “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem”.

  • (João 13:34) “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis”.

Mas então, uma tarde saímos com nosso carro para ir ao supermercado e alguém nos fecha no trânsito e tece uma lista de palavrões; quando vamos passar pelo caixa a balconista está de mau humor e nos trata com desprezo; vamos para o carro e ao guardar as compras uma sacola arrebenta e os que passam riem e vão embora sem ajudar a recolher tudo que se espalhou pelo chão.

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Ao pararmos no semáforo alguns garotos nos abordam e sem que entendêssemos o que estavam querendo quebram o vidro do passageiro e levam nossa bolsa. Vamos à delegacia fazer um boletim da ocorrência e o policial que nos atende diz: “Vamos fazer o boletim, mas não espere que tenha seus pertences de volta, da próxima vez não dê bobeira com a bolsa”.

Essa experiência foi relatada por uma amiga que passou por tudo isso em apenas 1hora e 45 minutos em uma tarde “tranquila” a menos de dois quilômetros de sua casa.

O que podemos fazer em casos como esse?

Conversando a respeito nos questionamos como conseguir seguir o exemplo de Jesus e os mandamentos de Deus com relação à caridade e o amor ao próximo, se tantas pessoas nos magoam, nos violentam e nos humilham?

Também ponderamos que: se deixarmos de ser verdadeiros cristãos estaremos dando a vitória de bandeja ao opositor que tem como objetivo destruir o Plano de Deus.

Fiquei com a dúvida de como deveríamos agir. Dias depois minha amiga me ensinou algo que ajudou-me a entender qual escolha fazer.

Minha amiga voltou ao supermercado e passou com a mesma balconista. No estacionamento viu duas pessoas brigando por causa de uma vaga para parar o carro. Parou no mesmo semáforo e viu os mesmos garotos andando entre os carros. Teria sido mais uma ida ao supermercado só que desta vez sem que nada de ruim acontecesse a ela. Mas não foi assim, ela escolheu seguir os passos de Jesus e assim a liberdade da vida eterna. Ela usou os atributos da caridade.

1. Ser bondoso(a)

Minha amiga fez questão de ser atendida pela mesma balconista e enquanto passava e embalava sua compra puxou conversa e soube que ela trabalhava dez horas por dia para folgar no sábado, pois tinha um bebê de dez meses que ficava um período na creche e depois na casa da mãe onde ela tinha que ir todas as noites para pegá-lo ao sair do trabalho, chegando a sua casa por volta das vinte horas para ainda cumprir com os afazeres domésticos. Minha amiga agradeceu a balconista que esboçou um sorriso, mas o completou quando ela deu lhe o troco como recompensa e disse que era por ter sido tão atenciosa.

2. Ser pacificador(a)

Quando chegou ao estacionamento, viu de longe duas pessoas dentro de seus carros discutindo fervorosamente pela mesma vaga. Minha amiga guardou sua compra e se dirigiu até as pessoas e ofereceu a vaga que deixaria ao sair. As duas pessoas de repente se olharam, pararam de gritar uma com a outra, uma delas concordou em segui-la. Ao sair com o carro olhou pelo retrovisor e viu a pessoa acenando de dentro do carro em agradecimento.

3. Não suspeitar mal

No semáforo viu os mesmos garotos que haviam quebrado seu vidro dias antes, ela observou que vestiam apenas trapos, estavam descalços, sujos e muito magros. Deduziu que estavam sendo negligenciados por suas famílias ou que elas não tinham condições de ajudá-los por viverem na única condição que conheciam.

4. Não buscar os próprios interesses

Assim que o semáforo abriu ela seguiu, ao chegar a sua casa recolheu algumas roupas e calçados, brinquedos e alimentos. Voltou ao semáforo, mas desta vez estacionou seu carro e chamou os garotos que se aproximaram desconfiados e com ar de “malandragem”. Ela teve medo, mas tentou não demonstrar.

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Ofereceu as coisas que trouxera, eles começaram a olhar as coisas e as dividir entre si. Ela percebeu no garoto menor que seu semblante mudou quando pegou um caminhãozinho, pôs no chão e começou a fazer som de motor com os lábios. Os outros pegaram as coisas e saíram somente deixando um sorriso ao olharem para ela.

A caridade nunca falha

A experiência de minha amiga me ensinou que independente do que fizerem a mim, sou livre para escolher a liberdade que Jesus oferece a partir da caridade e do amor não fingido ou para ser tão miserável quanto o que escolher seguir o opositor de Deus. Ela escolheu tudo suportar e me incentivou a ter esperança.

Em um discurso intitulado “Seguidores de Cristo” do Promotor de Justiça e Líder Religioso norte-americano Dallin H. Oaks, ouvi que “Em nosso empenho de resgatar e servir seguimos o singular exemplo e os ternos ensinamentos de nosso Salvador sobre o amor (…) e que como parte dos mandamentos de amar-nos uns aos outros, Jesus ensinou que, quando ofendidos, devemos perdoar (Mateus 18:21-35)”.

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Beth Proenca Bonilha

Graduada em Administração de Empresas com MBA em Empreendedorismo. Casada mãe de 6 filhos, avó de 2 netos. Atua profissionalmente como Analista Instrutora da Educação Empreendedora no SEBRAE - SP. Como hobby gosta de artesanato, música e leitu