9 atitudes dos pais que contribuem para que seus filhos se tornem DELINQUENTES

Se não quiser ver seus filhos indo para o “lado sombrio”, NÃO faça nada disso!


Erika Strassburger

Estas 9 atitudes certamente transformarão suas crianças em jovens e adultos, na melhor das hipóteses, problemáticos. A tendência, mesmo, é que venham ter sérios problemas com a justiça.

Então, se quiser criar filhos bons e honestos, NÃO faça nada disso:

1. Satisfazer todas as suas vontades

Por não quererem ver seus filhos “sofrendo”, contrariados, desapontados; ou para evitar ter de lidar com birras e confrontos (infelizmente muitos filhos contrariados acabam intimidando os próprios pais); muitos pais acabam fazendo todas as suas vontades. E assim, criam filhos sem limites, que acham que as coisas caem do céu e pensam que “têm direito” a tudo o que querem. E no dia em que os pais não puderem mais satisfazer às suas vontades, é bem provável que eles comecem a furtar, enganar e cometer outros delitos para conseguirem o que querem.

2. Não lhes dar responsabilidades

Todas as crianças (desde muito pequenas) e jovens precisam ter responsabilidades. Precisam não somente cumprir com suas responsabilidades acadêmicas (frequentar a escola, fazer lições de casa e trabalhos, estudar para as provas etc.), mas com as relacionadas ao ambiente em que vivem e frequentam.

Se os pais não exigirem que cumpram com suas responsabilidades enquanto são pequenos, eles se tornarão adolescentes e adultos irresponsáveis. Não terão o desejo de trabalhar nem estarão aptos para atender às exigências do mercado de trabalho. Imaginem onde eles poderão buscar recursos para bancar sua vida mansa.

3. Fechar os olhos para pequenas desonestidades

De repente, o filho aparece em casa com um Hot Wheels no bolso. Os pais sabem que o carrinho não é dele. Eles perguntam, e ele diz que achou na rua, ou que seu coleguinha deu-lhe de presente. Eles se satisfazem com a explicação. E continuam a aparecer “achados” e “presentes” no meio das coisas dele. E os pais não se empenham em tentar descobrir se ele está dizendo a verdade. Ou eles ficam sabendo que ele afanou um pertence de alguém, mas deixam passar, afinal, é algo de pouco valor.

4. Não exigir que respondam por seus erros

Se os filhos cometem alguma infração ou delito, os pais logo procuram a “pessoa certa” para conversar a fim de livrar a cara do filho, ou pagam para consertar ou acobertar seus erros, enquanto que deveriam deixar que eles respondessem pelo que fizeram.

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A não ser que os pais exijam que seus filhos consertem os erros que cometeram – assumindo sua culpa, confessando à pessoa lesada, desculpando-se e fazendo a devida restituição – problemas semelhantes serão mais frequentes do que eles imaginam. E a tendência é que os delitos se agravem.

5. Achar engraçado quando dizem palavrões

Linguajar sujo e profano é a marca registrada de contraventores. Se não forem repreendidos quando disserem seu primeiro palavrão, eles crescerão pensando não haver mal em ser desrespeitoso.

6. Não aplicar um castigo por seu mau comportamento

Lembrando que castigo não é sinônimo de punição física. A melhor forma de castigar uma criança ou adolescente é privar-lhes daquilo que mais gostam. Portanto, se os pais fizerem vista grossa ao mau comportamento dos filhos, não os fazendo responder por seus erros, eles precisam preparar-se para os amargos frutos que colherão no futuro.

7. Não estabelecer regras e limites em casa

Se não houver regras e limites dentro de casa, eles não darão a mínima para as leis do país, tampouco para as regras e os limites necessários para se viver em sociedade.

8. Mentir na frente deles e pedir que mintam

Muitos pais não querem ver seus filhos mentindo, exceto para confirmar uma mentira que eles mesmos contaram, ou para dispensar um chato à porta ou ao telefone. Nenhuma lição é mais marcante que a ensinada pelo exemplo. Pais mentirosos terão filhos mentirosos.

9. Não aceitar que seus filhos sejam culpados

Por exemplo, quando uma briga acontece na escola, eles não procuram saber o que realmente aconteceu, mas saem logo em defesa do filho. Eles não aceitam a ideia de ter um filho rebelde e desobediente. “Meu filho jamais faria isso!”. E assim seguem mentindo a si mesmos, até serem surpreendidos por uma situação grave. E é com a justiça que terão que resolver o problema.

É muito fácil criar um filho delinquente. É só ficar de braços cruzados, fechando os olhos para tudo o que acontece. A parentalidade exige AÇÃO, exige pulso firme e determinação. Todo pai e mãe têm a obrigação de educar bem seus filhos, o que inclui dar-lhes responsabilidades e limites. Mas nada disso fará efeito se não lhes dedicarem também tempo, atenção e amor. A falta destes três ingredientes fará, sem dúvida, desandar qualquer receita de boa educação.

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Erika Strassburger

Erika Strassburger mora no Rio Grande do Sul, tem bacharelado em Administração de Empresas, escreve e traduz artigos para o site Família, é cristã SUD, pintora amadora de telas a óleo e mãe de três lindos guris, o mais velho com Síndrome de Down.