6 coisas que você deve saber sobre a obesidade infantil e como evitá-la

Há muitos anos a obesidade infantil era considerada sinal de saúde. Hoje é considerada exatamente o que é: doença.


Stael Ferreira Pedrosa

Todos sabem atualmente o que significa obesidade e que ela representa um grave problema de saúde para quem a tem. Mas, o que é exatamente considerado obesidade? Como a obesidade afeta a saúde e o quanto é nociva na infância? Aqui algumas informações que todos os pais devem ter acesso.

1. O que é considerado obesidade?

Obesidade é quando a pessoa apresenta um peso corporal em gordura, acima do normal para sua idade, altura e sexo. O índice normal está entre 18,25 e 25 e se a pessoa apresenta um índice de massa corporal acima de 25, ela tem sobrepeso, acima de 30, é considerada obesa e pode apresentar graus de morbidade.

Este é um problema que saiu da esfera adulta e atingiu as crianças, comprometendo a saúde, a autoestima, a socialização e seu futuro. A informação ainda é a melhor estratégia para combater este mal que causa problemas cardíacos, hipertensão, diabetes entre outros.

Segundo a Organização Mundial da Saúde a obesidade é atualmente um problema de saúde pública tão sério quanto a desnutrição.

2. Seu filho está gordinho ou obeso?

Para calcular o IMC é só usar a seguinte fórmula: IMC = P x h² onde P é o peso corporal e h² é altura ao quadrado. Por exemplo: Se seu filho pesa 30 kg e tem uma altura de 1,10, divida 30 por 1,10², para isso primeiro calcule a altura ao quadrado: 1,10 x 1,10 = 1,21, aí divida o peso pela altura: 30/1,21 = 24,79 – o resultado está bem abaixo de 30, o que significa que seu filho está dentro do peso normal.

3. Genética x hábitos

A genética tem grande influência no peso corporal, mas são os hábitos que a determinam. Quando uma criança tem pai e mãe obesos, sua probabilidade de também desenvolver obesidade pode chegar a 80%, ao passo que se for apenas um dos pais, o índice baixa para até 40%. No entanto, pai e mãe magros têm ainda a possibilidade em 10% de ter filho obeso. No passado distante, nossos ancestrais gordinhos foram os que sobreviveram às situações adversas e passaram seus genes aos descendentes. Por isso, se houver as condições necessárias, todos engordamos.

4. Fatores de risco para obesidade

Além dos genes, outros fatores contribuem para a obesidade infantil tais como:

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Engordar muito durante a gravidez – médicos têm comprovado uma relação estreita entre mães que engordam muito durante a gravidez e obesidade nos primeiros anos de vida do filho. Além disso há o risco do surgimento de diabetes gestacional e hipertensão, que tornam a gravidez de alto risco.

Ser diabética – a mãe diabética tem vários fatores de risco, inclusive a gravidez da diabética é considerada sempre de alto risco, pois o diabetes, além dos males dele próprio como probabilidade de malformação fetal, anomalias cardíacas, etc., também favorece o surgimento da hipertensão. O que pode causar graves problemas durante a gravidez e no parto e/ou parto prematuro. Quando a mãe é diabética o bebê recebe altas doses de glicose da mãe e insulina do próprio pâncreas, causando, nascituro GIG (Grande para a idade gestacional), e hipoglicemia após o parto, o que é um risco para a saúde do bebê e pode ser causa futura de apetite exacerbado e obesidade.

5. Prevenção é o melhor remédio

Obesidade infantil pode trazer (e na maioria das vezes traz) diabetes tipo II, hipertensão, e outros problemas metabólicos. Além disso é fator de risco para obesidade na idade adulta, problemas de coluna, circulação e cardíacos. Por isso a prevenção deve começar já na gestação.

  • Evite ganhar mais peso que o esperado na gestação – tenha bons hábitos alimentares e exercite-se de acordo com a recomendação de seu médico.

  • Amamente seu filho – crianças que mamam no peito têm menos predisposição à obesidade.

  • Evite as farinhas na mamadeira e evite dar leite que não o materno. Só o faça se não for possível amamentar.

  • Não ofereça doces, biscoitos e outros açucarados para seus filhos. Toda a energia que necessitam lhes é fornecida através dos cereais, legumes, verduras, frutas e carne.

  • Incentive o exercício e as brincadeiras ao ar livre, ao sol e limite o tempo em frente ao computador, TV e videogame.

6. Tratar a obesidade

Como toda doença, a obesidade também precisa ser tratada. Se seu filho está acima do peso ou obeso, não protele, pelo bem da saúde dele. Para isso a consulta médica é importante – identificando a causa (pode ser causa orgânica ou hormonal) e especificando o tratamento – se com medicamentos ou não, dieta e atividade física.

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Stael Ferreira Pedrosa

Stael Ferreira Pedrosa é escritora free-lancer, tradutora, desenhista e artesã, ama literatura clássica brasileira e filmes de ficção científica. É mãe de dois filhos que ela considera serem a sua vida.