5 coisas que 90% do mundo não entende sobre o casamento

O amor é tudo que um casal precisa para o casamento ser bem-sucedido? A resposta é um sonoro NÃO! O casamento precisa de umas "coisinhas" a mais...


Stael Ferreira Pedrosa

No livro Você só precisa de amor – E outras mentiras sobre o casamento, o autor John W. Jacobs cita pontos interessantes sobre o casamento que a maioria das pessoas nem se dá conta, não sabe ou não faz ideia. É recomendável sua leitura.

Aqui também trago a minha lista do que creio ser de desconhecimento das pessoas sobre o casamento, inclusive das pessoas casadas. Baseadas no livro acima, na vivência, observação e experiência de vida pesquisando sobre casamento, casais e convivência, posso adicionar duas ou três verdades à lista de John Jacobs.

Aqui estão algumas verdades que provavelmente 90% do mundo não sabe sobre o casamento.

1. Amar é uma escolha

Cada dia mais me convenço de que amar não é sorte nem azar. É escolha. Se você decide amar alguém, você vai amar. Se decide não amar, não amará. Não estou falando de atração, mas de amor verdadeiro. Seth Adam Smith, escritor e blogueiro norte-americano disse uma pura e simples verdade:

“O verdadeiro amor não é apenas uma eufórica e espontânea sensação – é uma escolha deliberada – um plano para amar um ao outro no melhor e no pior, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença.”

Parece duro, frio. Talvez, mas a realidade costuma ser assim. Escolhemos a cada dia se suportaremos os humores, odores e dissabores de nosso cônjuge e se o amaremos apesar disso e por causa disso. Ninguém é perfeito, você sabe.

Leia: Esqueça os sentimentos: Amor real é uma escolha deliberada

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2. Levamos nossa família de origem para o casamento

Pensamos que vamos formar uma NOVA família. Nova só se for no sentido de pouco tempo de existência, mas velha nos hábitos e costumes. Levamos conosco nossa família de origem. Aquelas manias do seu pai, as rabugices de sua mãe, o que lhes traz alegria, o que os faz rir e amar, serão parte duradoura de sua nova família. E se seu cônjuge não agir de acordo com as tradições de família que você traz consigo, você irá estranhá-lo. Podem até acontecer brigas e agravos.

Tendo isso em mente, quando seu cônjuge agir de acordo com os costumes e tradições da família dele, tente enxergar isso tanto nele quanto em si. Tentem propor novas maneiras de agir e aceitar a família interna de cada um na família que se forma.

3. É o casal, e não as circunstâncias, quem decide se vai dar certo

É aquela velha história: Se não der certo, nos separamos! Se você pensa assim, pode apostar que brevemente estará separado. A ideia não é essa. A ideia é: Faremos tudo para dar certo. Colocaremos intenção e atitude para esse fim. Jamais diremos a palavra que começa com D (divórcio) em nossas brigas. Nunca resolveremos nossos conflitos condicionando-os à permanência ou não do nosso compromisso de casamento.

Duas pessoas que casam devem pensar mais amadurecidamente que duas crianças brincando de casinha. Devem ter maturidade para se comprometer e manter esse compromisso. Devem escolher dar certo e trabalhar para esse fim. Escolher amar seu cônjuge e demonstrar isso em atos e palavras.

Leia: 10 perguntas a serem respondidas antes de dizer “sim”

4. O cônjuge, e não os filhos, é a prioridade

Parece um absurdo na mentalidade da maioria das pessoas, afinal, dizem os “entendidos” não existe ex-filho, ex-pai, ex-mãe, mas existem ex-maridos e ex-esposas. Mas, não deveriam existir.

Quando o casal se casa, vivem um para o outro, o que importa é a felicidade do outro e eles têm todo o tempo do mundo para estarem juntos. Quando chega o primeiro filho, esse tempo diminui, os cônjuges ficam mais cansados, mais irritados e brigam mais. Por isso, se o casal não aprender a ter “jogo de cintura”, vão brigar mais e ter menos tempo um para o outro, o que significa em médio prazo – divórcio.

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Então, comecem a dividir tarefas, estabelecer tempo para ficarem juntos e cultivar o amor, senão, logo não terão mais um ao outro e seu filho não terá uma família. Isso é amar os filhos? O casal que valoriza mais um ao outro que ao filho, estará criando um ambiente mais estável, seguro e feliz para o próprio filho.

5. Mudar é possível

Ninguém muda ninguém, mas as pessoas podem mudar por alguém. Se o seu casamento está indo mal por um hábito ou atitude sua, mude. Mude por amor a seu cônjuge, seus filhos e a si mesmo. Para isso é necessário primeiro reconhecer seu papel na relação, suas culpas e a contribuição que pode estar dando ao insucesso do seu casamento.

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Culpar os outros é um empecilho à mudança. Se você acha que tudo que está errado no seu casamento vem de seu cônjuge, procure olhar para dentro de si e ver onde está o problema e mude. Mudar é bom! Já dizia o sábio Rafiki

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Stael Ferreira Pedrosa

Stael Ferreira Pedrosa é escritora free-lancer, tradutora, desenhista e artesã, ama literatura clássica brasileira e filmes de ficção científica. É mãe de dois filhos que ela considera serem a sua vida.