3 considerações antes de deixar novos visitantes conhecerem seu bebê

Cuidar do seu bebê também é filtrar quem o pega, o beija e o afaga. Saiba como.


Fernanda Ferrari Trida

Costumo dividir os períodos críticos para visitação em três partes: a estadia na maternidade; os três primeiros meses de vida; e dos três meses de idade em diante. Independentemente da mamãe e do papai gostarem ou não de ter pessoas em volta do seu bebê, saibam que isso vai ocorrer, pois todos querem parabenizá-los pela nova vida que trouxeram ao mundo e desejam conhecer o rebento. Mas tenham em mente que vocês podem – e devem – filtrar os visitantes para proteger seu bebê.

1. Estadia na maternidade

O momento que inspira mais cuidados com relação à visitação se dá logo após o nascimento. As maternidades têm hoje por regra a “humanização” do parto, medida que envolve deixar o bebê o máximo de tempo possível junto da mãe nos dias em que ambos estão internados. Portanto, se o bebê não tiver problemas, poucas horas após o nascimento ele deve seguir para o quarto da mãe. Esse é o momento que deve ser reservado só para os pais e a criança.

Imagine-se como um bebezinho que acaba de sair de um lugar escuro, quente e aconchegante, onde todos os barulhos são mínimos, e se depara com um monte de gente falando, olhando para ele e querendo pegá-lo no colo antes mesmo que sua mãe possa acariciá-lo. Assustador, não é? Então, se outras pessoas, mesmo que sejam os avós, estiverem no quarto, vocês podem pedir gentilmente para que saiam por alguns instantes. Isso não será falta de educação.

Geralmente, mamãe e bebê ficam na maternidade por três dias, quando ambos estão bem. No primeiro dia de internação, a mãe está muito cansada, se recuperando do parto. Então, se vocês quiserem avisar a todos os amigos e parentes que o bebê nasceu, aproveitem para falar que preferem que todos visitem vocês no dia seguinte ao parto. Isso porque a mãe estará mais descansada e o bebê, mais acostumado aos sons, luzes e movimentos.

Lembrem-se que recém-nascidos não devem ficar indo de colo em colo. As razões são simples: as pessoas podem estar incubando alguma doença que o bebê ainda não é capaz de combater e esse “passa-passa” pode estressar enormemente a criança.

Infelizmente, existem pessoas que não entendem que as mamães precisam de descanso enquanto estão no hospital e acham que podem fazer visitas a qualquer hora. Se vocês estiverem dormindo ou cansados e não querem ser importunados, basta dizer que não vão receber a pessoa. O papai pode ir até o corredor, agradecer a visita e dizer que a mamãe está descansando.

Caso vocês não queiram receber ninguém na maternidade, basta informar aos amigos e familiares mais próximos que abrirão as portas de casa no momento oportuno para as visitações, mas que desejam ficar sozinhos no hospital. Trata-se de uma experiência única tanto para os pais como para o recém-nascido. Pensar primeiro em vocês não é maldade alguma.

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2. Os três primeiros meses de vida

Os primeiros 90 dias de vida de um bebê são os mais frágeis. Ele ainda não tem as vacinas e, está apenas começando a criar imunidade contra algumas doenças (através do leite materno). Por isso, não permita que visitantes que estejam com doenças facilmente transmissíveis visitem seu bebê.

Este também não é o período ideal para deixar que outras crianças segurem, acariciem ou beijem seu filho. Se vocês receberem visitas de amigos com filhos, basta explicar a eles que gostariam que suas crianças não tivessem contato com o bebê por questões de saúde. Caso sejam pessoas esclarecidas, vão entender.

3. Dos três meses de idade em diante

A partir dos três meses de vida completos, seu bebê já está mais forte e pode sair para passear, ter contato com outras crianças e visitar vovô e vovó. Contudo, peça ao pediatra um aval para essas atividades. Se ele disser que tudo está bem, vá em frente. O bebê também precisa de ar fresco. E os pais também poderão passar a se preocupar menos com as visitações e abrir as portas a todos que desejarem conhecer o bebê. Se vocês souberem cuidar para que seu bebê esteja protegido, não há por que não deixar os outros se aproximarem dele.

Tenham sempre em mente que devemos proteger nosso bebê, mas não temos o direito de superprotegê-lo. Ajam de acordo com o que o pediatra os ensina e também obedecendo ao bom senso que ambos têm. Assim, serão capazes de criar um ser humano feliz e sem medo de viver.

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Fernanda Ferrari Trida

Fernanda Trida é jornalista, médica veterinária, dona de casa, esposa, mãe de Marcela, com três anos, e de João, com um ano de idade.