10 soluções para acabar com as rivalidades entre irmãos

A rivalidade pode ser motivada por sentimentos como ciúme e inveja. Se não for combatida o quanto antes, poderá acarretar em sérios problemas que poderão perdurar por toda a vida.

Erika Strassburger

A disputa é a forma mais comum de os irmãos externarem a rivalidade entre eles. Eles disputam a atenção dos pais, os brinquedos, o pedaço maior do bolo, o maior tempo de uso do computador, quem tem razão, quem é mais inteligente, etc. As disputas geralmente acabam em discussões mais acaloradas ou brigas.

A rivalidade pode ser motivada por sentimentos como ciúme e inveja. Se não for combatida o quanto antes, poderá acarretar sérios problemas de relacionamento interpessoal, comportamentais e psicológicos – como apatia, egocentrismo e baixa autoestima – que poderão perdurar por toda a vida.

Os pais precisam ficar atentos, pois podem acabar estimulando a rivalidade entre seus filhos, quando fazem coisas como:

  • Não dar atenção, carinho ou elogio a todos.

  • Tomar partido de um filho quando há brigas.

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  • Cometer injustiças, colocando a culpa no filho errado.

  • Abreviar a repreensão ou o castigo do filho protegido.

  • Fazer comparações entre eles.

  • Falar mal de um filho para o outro.

  • Não distribuir igualmente as tarefas (respeitando, obviamente, a capacidade de cada um de executar uma tarefa).

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  • Não incentivar a amizade e companheirismo entre os filhos.

Vejam o que vocês, pais, podem fazer para de combater ou atenuar a rivalidade entre seus filhos:

1. Tratem cada filho como único

Identifiquem seus gostos, suas qualidades, seus talentos. Pensem neles individualmente quando forem fazer qualquer coisa para agradar a família, como preparar uma comida, organizar uma atividade ou comprar roupas. Eles se sentirão especiais.

2. Incentivem-lhes a brincarem, trabalharem e fazerem outras coisas juntos

Eles aprenderão a valorizarem uns aos outros. Quando brincam, trabalham e convivem juntos, acabam se conhecendo profundamente e se importando mais uns com os outros.

3. Reservem tempo para cada filho

O tempo é o recurso mais escasso nos dias de hoje. Seus filhos saberão que são amados se vocês saírem sozinhos com cada um deles ou lhes derem uma atenção individual. Façam isso regularmente.

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4. Julguem com sabedoria

Quando surgirem briguinhas corriqueiras, façam com que resolvam os problemas entre si. Por outro lado, não ignorem situações em que um irmão está cometendo abusos contra o outro.

5. Apliquem o arrependimento e o perdão em seu lar

Incentivem-lhes a pedirem desculpas e perdoarem-se, quando brigarem. Façam com que se abracem. O contato físico é essencial na criação de um vínculo afetivo.

6. Deem amor, carinho, atenção e elogios a todos

Procurem se policiar nesse sentido. Às vezes, como pais, acabamos direcionando elogios ou dando mais carinho e atenção a uns que aos outros. Dificilmente percebemos, mas eles percebem. Ainda que algum filho não esteja tendo bons resultados, lembrem-se de elogiarem seus esforços.

7. Usem um padrão similar para ensiná-los e corrigi-los

Qualquer deles que quebrar as regras deve receber correção.

8. Distribuam as tarefas entre eles

Cuide para não sobrecarregar o irmão mais velho. Todos precisam contribuir com as tarefas da casa (observando, é claro a capacidade motora, intelectual de cada um).

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9. Criem tradições familiares

Podem ser passeios, viagens, festividades em família ou mesmo simples reuniões regulares que eles possam desfrutar juntos. Façam brincadeiras que despertem o interesse de uns pelos outros. Por exemplo, vocês podem pedir-lhes que identifiquem qualidades em cada membro da família.

10. Resolvam os problemas o mais rápido possível

Qualquer conflito deve ser resolvido o quanto antes. Não deixem nada em aberto. Uma pessoa pode conviver muitos anos com uma mágoa que poderia ter sido resolvida com um simples diálogo.

Numa entrevista a esta revista, o psicoterapeuta Ari Rehfeld, supervisor da Clínica Psicológica da PUC de São Paulo, afirmou que “crianças muito briguentas podem ser fruto de um desarranjo no modo de vida familiar. Com certeza há um curto-circuito na expressão de afeto entre os pais e os filhos. [Por outro lado] a falta de discussão pode ser fruto da indiferença e do distanciamento e indicar que algo se quebrou naquelas relações”.

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Erika Strassburger

Erika Strassburger mora no Rio Grande do Sul, tem bacharelado em Administração de Empresas, escreve e traduz artigos para o site Família, é cristã SUD, pintora amadora de telas a óleo e mãe de três lindos guris, o mais velho com Síndrome de Down.